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O dólar voltou a ganhar força nos mercados internacionais após a troca de ataques entre Estados Unidos e Irã reacender o temor de uma escalada mais ampla no Oriente Médio. O avanço do petróleo elevou a cautela global e trouxe novamente para o centro do debate os riscos inflacionários.
No Brasil, investidores acompanham o impacto desse cenário sobre câmbio, juros e bolsa, enquanto o mercado também monitora indicadores importantes como Caged, taxa de desemprego e dados da economia americana. O ambiente segue marcado por forte sensibilidade aos movimentos externos.
Dólar hoje
O dólar abriu esta quinta-feira (28) cotado a R$5,0590.
O contrato de dólar futuro para junho (DOLc1), o mais líquido no Brasil, subiu 0,6%, a R$5,06 na quarta-feira (27).
Dólar comercial
- Compra: R$5,0601
- Venda: R$5,0607
Acompanhe a cotação do dólar em tempo real
Na quarta-feira (27), o dólar comercial fechou com variação de +0,5%, valendo R$5,0590 após ter começado o dia cotado a R$5,0345.
Dólar PTAX hoje
A PTAX iniciou o dia cotada a R$5,0573 (compra) e R$5,0579 (venda). A PTAX é a taxa de câmbio oficial calculada pelo Banco Central do Brasil.
O que influencia o dólar hoje?
O dólar hoje inicia o pregão em alta diante do aumento da aversão ao risco global. Os novos ataques entre Estados Unidos e Irã voltaram a pressionar os mercados e aumentaram a busca por ativos considerados mais seguros.
O petróleo sobe mais de 2%, refletindo preocupações com possíveis impactos sobre o fluxo de energia no Estreito de Ormuz. A commodity segue abaixo de US$100, mas o mercado teme novos episódios de instabilidade na região.
Com isso, moedas emergentes perdem força frente ao dólar, enquanto investidores reduzem exposição a ativos de maior risco. O clima externo voltou a ficar mais defensivo depois das máximas recentes em Wall Street.
PCE dos EUA ganha peso após fala dura de dirigentes do Fed
Os investidores acompanham com atenção os próximos dados de inflação nos Estados Unidos, especialmente o PCE de abril. O indicador é considerado a principal referência inflacionária do Federal Reserve.
Dirigentes do Fed reforçaram nos últimos dias o discurso cauteloso diante do choque de energia provocado pela alta do petróleo. Parte do mercado já começa a reduzir apostas em cortes rápidos de juros nos EUA.
Além disso, membros da autoridade monetária alertaram para riscos de estagflação caso o petróleo continue pressionando preços e desacelerando a atividade econômica americana. O tema voltou a mexer fortemente com os Treasuries.
Caged e desemprego entram no radar do mercado brasileiro
No cenário doméstico, o mercado acompanha os números do Caged e da taxa de desemprego em busca de sinais sobre a força da atividade econômica. Dados mais fortes podem reduzir expectativas de cortes adicionais na Selic.
A recente surpresa altista do IPCA-15 já elevou parte da cautela entre investidores e economistas. O Banco Central segue monitorando a inflação de serviços e expectativas de médio prazo com atenção redobrada.
O dólar hoje também reage ao fluxo de fim de mês, tradicionalmente mais volátil no mercado cambial brasileiro. A combinação entre cenário externo pressionado e dados locais relevantes tende a ampliar oscilações.
Petrobras amplia investimentos e volta ao centro do mercado
A Petrobras deve anunciar novos investimentos bilionários em Sergipe, reforçando o foco em expansão da produção nacional de energia. O movimento ganha relevância em meio à valorização recente do petróleo.
Investidores acompanham se a estatal conseguirá equilibrar crescimento operacional e disciplina financeira em um ambiente de maior pressão política e volatilidade externa. O setor segue no centro das atenções da bolsa brasileira.
Além da Petrobras, o mercado repercute possíveis impactos da alta do petróleo sobre inflação, combustíveis e arrecadação federal. O comportamento da commodity voltou a influenciar diretamente o humor local.
Escala 6×1 e operação Fluxo Oculto aumentam ruído político
A aprovação da PEC ligada ao fim da escala 6×1 adicionou novos debates econômicos e fiscais em Brasília. Empresários e investidores acompanham possíveis efeitos sobre produtividade e custos trabalhistas.
Também ganhou repercussão a Operação Fluxo Oculto, que investiga fintechs suspeitas de movimentar bilhões de reais de forma paralela ao sistema bancário tradicional. O caso elevou a atenção sobre regulação financeira.
O ambiente político segue adicionando volatilidade aos mercados brasileiros justamente em um momento de maior sensibilidade global. O investidor mantém cautela diante da soma de riscos internos e externos.
Por que o dólar está subindo hoje?
O dólar sobe com o aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, alta do petróleo e maior busca global por ativos de proteção.
O que é o PCE dos EUA?
O PCE é o principal indicador de inflação acompanhado pelo Federal Reserve e influencia diretamente as decisões de juros nos Estados Unidos.
Como o Caged impacta o mercado?
O Caged mostra o ritmo de geração de empregos formais no Brasil. Dados fortes podem reduzir apostas de queda da Selic e pressionar os juros futuros.