O que é a super quarta e como ela impacta a economia?
Entenda a importância da super quarta para economia e como as decisões desse encontro afetam o Brasil e EUA.
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As decisões da super quarta impactam a economia do Brasil e dos EUA em diversos aspectos, inclusive, sob a perspectiva dos investimentos.
Embora a taxa de juros permaneça elevada no Brasil e continue restringindo parte da atividade econômica, alguns setores apresentam sinais de recuperação. Nos Estados Unidos, o mercado de trabalho segue resiliente, sustentado por uma robusta criação de vagas e baixos níveis de desemprego. Ainda assim, os riscos inflacionários permanecem elevados em função dos conflitos no Oriente Médio. Diante desse cenário, a expectativa é de que o Federal Reserve mantenha os juros inalterados nesta quarta-feira (17).
Nesses países (Brasil e EUA), é comum que órgãos responsáveis pelas decisões monetárias se reúnam para definir os rumos da economia, essas decisões que impactam a sociedade são tomadas em reuniões e uma das mais importantes é a super quarta. Mas afinal você sabe o que é?
Neste artigo você vai entender mais sobre um tema acompanhado com atenção pelos investidores e que impacta a vida de milhares de pessoas, confira!
O que é a super quarta?
A “super quarta” é o nome utilizado quando Bacen e o Fed divulgam as taxas de juros de Brasil e Estados Unidos no mesmo dia, em uma quarta-feira. Em diversos momentos, os eventos do Brasil e EUA coincidiram, reforçando a origem da expressão.
As decisões tomadas nestes encontros no Brasil são de responsabilidade do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil e nos EUA do Comitê de Mercado Aberto (Fomc), do Federal Reserve. Essas decisões impactam a economia de ambos países, já que implicam em decisões de política monetária.
Super quarta no Brasil
No Brasil, o Copom deve anunciar um corte moderado de juros, a 14,50%, decisão de corte de juros que já havia sido antecipada na última reunião, realizada em março deste ano.
O anúncio tende a ser absorvido sem grandes reações pelo mercado, em um contexto no qual 2026 tem sido marcado por valorização do real frente ao dólar.
Como os riscos de aumento da inflação aumentaram nos últimos meses, o Banco Central do Brasil deve promover cortes mais brandos na taxa básica de juros, conhecida como Selic, nas próximas reuniões do Copom.
Em junho de 2025, o Copom encerrou o ciclo de altas da Selic, colocando a taxa de juros brasileira como uma das mais elevadas dentre todas as economias do mundo até março de 2026.
No Brasil, o Copom deve anunciar um corte moderado de juros, a 14,25%, decisão de corte de juros projetada pela maior parte dos investidores.
O anúncio tende a ser absorvido sem grandes reações pelo mercado, em um contexto no qual 2026 tem sido marcado por valorização do real frente ao dólar.
Com os riscos de alta da inflação aumentando nas últimas semanas, o Banco Central do Brasil deve promover cortes mais brandos na taxa básica de juros, conhecida como Selic, ao longo do ano.
Em junho de 2025, o Copom encerrou o ciclo de altas da Selic, colocando a taxa de juros brasileira como uma das mais elevadas dentre todas as economias do mundo.
Na última reunião, foi realizado o segundo corte de juros após esse período. A decisão da reunião de abril se manteve em linha com as projeções do mercado para reunião do Copom que já indicavam o corte de 0,25 p.p. na taxa básica de juros.
Para os especialistas, o Copom deve cortar a taxa de juros para 14,25% na reunião marcada para este mês.
Quando é a próxima Super Quarta?
A próxima super quarta será dia 16 de setembro de 2026.
Próximas Super Quartas
Em 2026, teremos 6 “super quartas”:
- 28 de janeiro
- 18 de março
- 29 de abril
- 17 de junho
- 16 de setembro
- 09 de dezembro
Próximas reuniões do Fed 2026
A próxima reunião de política monetária do Fed acontecerá nos dias 28 e 29 de julho. Vale ressaltar que o anúncio da nova taxa dos juros americanos impacta não apenas os cidadãos que vivem no país, mas também os investidores mundiais atentos às recentes mudanças econômicas.
As próximas datas são:
- 28 e 29 de julho
- 15 e 16 de setembro
- 27 e 28 de outubro
- 08 e 09 de dezembro
Super quarta no mundo
O Federal Reserve deve optar pela manutenção da taxa básica de juros no intervalo atual, decisão amplamente aguardada pelo mercado. A atenção dos investidores, agora, se volta para o comunicado e para os sinais sobre quando poderá ter início um eventual ciclo de cortes, possivelmente ao longo do próximo ano, em 2027.
A decisão de manter os juros nos Estados Unidos também gera reflexos globais e impacta a economia brasileira, sobretudo por meio do câmbio e dos mercados financeiros. Com o aumento das tensões geopolíticas, o começo do ano foi marcado pela volatilidade dos ativos de risco. Entretanto, o diferencial de juros elevados no Brasil corroborou com a entrada de capital estrangeiro no país, o que tem favorecido o real, mesmo com a alta instabilidade cambial global.
O Federal Reserve (Fed) atua como uma espécie de Banco Central global, e acaba influenciando as decisões dos demais bancos centrais ao redor do mundo. Portanto, a decisão pela manutenção da taxa básica de juros em território norte-americano pode influenciar as decisões do Copom.
No Brasil, o Copom deve cortar a Selic na reunião deste mês (junho). Nos Estados Unidos, o Federal Reserve deve optar pela manutenção dos juros no intervalo atual e, diante dos riscos inflacionários ainda relevantes, o FOMC tende a permanecer com uma postura cautelosa ao longo do ano.
Assim como no Brasil, o desafio do Fed é tentar controlar a inflação, que afeta o poder de compra de milhões de pessoas e consequentemente diversos setores da economia. No entanto, nos EUA o Fed tem um mandato duplo, o que o obriga a zelar também pelo nível de emprego.
Como os EUA são um dos principais mercados do mundo e controla a moeda que é referência para a realização de transações globais, as ações do Fed trazem impactos que não ficam restritos apenas à economia norte-americana, mas a todos os demais países.
O que esperar do Fed?
O Federal Reserve deve optar pela manutenção da taxa de juros na chamada “Super Quarta”. O encontro atrai atenção adicional por marcar a primeira decisão sob o comando de Kevin Warsh, indicado por Donald Trump para suceder Jerome Powell após o fim de seu mandato em maio. O início da nova gestão reabre o debate sobre a condução da autoridade monetária e a transição do ciclo de aperto deixado pela diretoria anterior.
A indicação de Warsh por Trump traz de volta os holofotes sobre a independência do Fed, especialmente diante do histórico de pressões do presidente por juros mais baixos. No entanto, o novo comando estreia enfrentando um dilema puramente técnico, já que a inflação americana voltou a acelerar, aproximando-se de 4,2%em 12 meses, o maior nível em três anos.
Embora o mercado aposte na estabilidade dos juros para esta decisão, mantendo a taxa na faixa de 3,50% a 3,75%, o cenário de uma economia ainda resiliente e com mercado de trabalho firme força uma postura mais conservadora. Em vez dos cortes de juros esperados no início do ano, economistas já debatem se a gestão de Warsh precisará, na verdade, elevar os juros até o fim do ano para conter o repique inflacionário.
Reunião do Banco Central Europeu e os impactos econômicos
Na Zona do Euro, a economia está estagnada, com sinais de retração. Mesmo com certa estabilidade no setor industrial, serviços seguem em relevante desaceleração. Com isso, o Banco Central Europeu tem sinalizado uma postura rígida em relação à trajetória dos juros, efetuando o primeiro aumento de juros desde junho de 2024.
A desaceleração da atividade, abriria espaço técnico para cortes, porém o alto risco inflacionário motivado pela alta recente do petróleo e a constante incerteza quanto aos conflitos geopolíticos exigem cautela adicional por parte do BCE.
Esse posicionamento reflete uma mudança de tom dentro da autoridade monetária. A leitura é de que, apesar do enfraquecimento econômico, não há segurança para iniciar um ciclo de cortes de juros.
Cenário econômico mundial, o que esperar?
A economia americana mostrou força no mercado de trabalho, mas os impactos econômicos vindos da guerra trazem receio sobre o comportamento da inflação, o que leva à expectativa de que o Federal Reserve (Fed) mantenha a taxa de juros inalterada por mais tempo. Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) pode optar pela continuidade na alta dos juros na reunião de julho.
Na China, o Banco Central tem adotado medidas contínuas ao longo dos últimos meses, e os dados mais recentes de atividade econômica sugerem que o país permaneça crescendo, porém abaixo do ritmo esperado pelo governo. O receio de que a economia asiática perca ritmo deve obrigar a autoridade monetária local a operar novos cortes nas taxas de juros de referência, no entanto, isso deve ser feito no segundo semestre.
Fique antenado nas principais movimentações da economia acessando o blog da Remessa Online.
FAQ
O que é a super quarta?
A “super quarta” é o nome utilizado quando Bacen e o Fed divulgam as taxas de juros de Brasil e Estados Unidos no mesmo dia, em uma quarta-feira.
Por que a super quarta é importante?
É importante por reunir informações decisivas para a economia em diversos níveis.
