Saiba quais são os países que aceitam Pix no exterior!
Conheça alguns países que aceitam Pix em lojas físicas e online. A tecnologia vem sendo usada no exterior, mesmo sem adesão oficial ao sistema.
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A possibilidade de usar Pix fora do Brasil não é mais uma ideia distante. Hoje, já existem países que aceitam Pix em estabelecimentos comerciais, com apoio de empresas que facilitam a conexão entre compradores brasileiros e lojas estrangeiras.
Mesmo sem um modelo 100% padronizado, esse movimento abre caminho para um novo tipo de pagamento internacional.
Em qual país o Pix foi criado?
O Pix foi criado no Brasil pelo Banco Central, com o objetivo de oferecer uma alternativa mais ágil e acessível aos meios de pagamento tradicionais usados no país.
Quando o Pix começou a funcionar?
A primeira versão do sistema Pix entrou em operação em 2020, após meses de testes com instituições financeiras. Desde o início, a proposta foi construir um modelo de pagamento digital que reduzisse custos, incentivasse a inclusão bancária e funcionasse de forma estável para qualquer pessoa com uma conta em banco, fintech ou instituição autorizada.
Quem coordena e regula o Pix?
A gestão do Pix é responsabilidade exclusiva do Banco Central do Brasil. O órgão define regras, supervisiona o uso e garante a segurança da estrutura.
Atribuições do Banco Central quanto ao Pix
- Estabelecer os critérios para participação das instituições;
- Fiscalizar práticas abusivas ou irregulares de uso do sistema;
- Propor atualizações, como o Pix Saque e o Pix Automático;
- Proteger os dados e transações com normas de segurança digital.
Quais foram as etapas do desenvolvimento do Pix?
- Criação da marca e da identidade visual em 2019;
- Lançamento da plataforma de testes em fevereiro de 2020;
- Adesão das instituições financeiras às normas obrigatórias;
- Liberação oficial do sistema para a população em novembro de 2020.
Quais são os países que aceitam Pix?
Atualmente, os países que aceitam Pix como forma de pagamento são Argentina, Uruguai, Estados Unidos e Portugal, com adesão restrita a comércios que utilizam intermediárias para converter a transferência.
A modalidade funciona por QR Code e exige que a pessoa usuária finalize o pagamento em reais, com câmbio feito no momento da operação.
1. Argentina — Pix com a parceria da Koywe em Buenos Aires
Na Argentina, algumas lojas em Buenos Aires aceitam Pix por meio de soluções digitais como a Koywe. Ao pagar, a pessoa usuária escaneia o código com qualquer banco brasileiro e recebe a confirmação instantânea. Não é preciso ter conta em banco argentino nem cadastro local.
O serviço tem sido muito procurado por turistas que preferem evitar o uso de dinheiro em espécie e desejam fugir das taxas elevadas do cartão de crédito. Como a Koywe atua como facilitadora, a operação ocorre com estabilidade e segurança.
2. Uruguai — vários estabelecimentos de Punta Del Este já aceitam Pix
Em Punta del Este, o sistema já está presente em restaurantes, lojas de departamento e pontos turísticos. O serviço usa tecnologia da PagBrasil, que permite a conversão do valor direto para o real, com registro automático do pagamento.
A cidade, bastante visitada por brasileiros, tem sido uma vitrine para o avanço do Pix fora do país. O interesse dos comerciantes cresceu após a temporada de verão, quando houve aumento no número de pagamentos realizados por QR Code.
3. Estados Unidos — Pix chega ao varejo americano com foco em brasileiros
O Pix já é uma realidade para turistas brasileiros nos Estados Unidos. Mediante uma aliança entre a PagBrasil e a Verifone, foi criado o “Pix Internacional”, que permite pagamentos instantâneos diretamente em lojas parceiras. A grande vantagem para o consumidor é a economia: a transação é feita em reais, eliminando as taxas de câmbio e os custos adicionais comuns em compras com cartão de crédito no exterior.
4. Portugal — Lisboa está investindo no uso do Pix no setor hoteleiro
Portugal é um dos países que aceitam Pix: em Lisboa, alguns estabelecimentos iniciaram testes com integração via QR Code, sempre com intermediação de plataformas que fazem a ponte entre a conta brasileira e o sistema de pagamento europeu.
A adesão ainda é pequena, mas tem crescido entre redes de turismo. O uso do Pix no setor hoteleiro e em agências de passeios tem chamado a atenção de empresas locais, interessadas em oferecer uma alternativa prática para quem visita o país e já está acostumado a pagar com o sistema brasileiro.
Outros países que aceitam Pix
- França: na capital Paris, a PagBrasil já oferece a solução em lojas com grande movimento de brasileiros, como farmácias e perfumarias.
- Demais países da América Latina: a PagBrasil também expandiu sua solução “Pix International” para Chile, Peru e México.
- Outros países que aceitam Pix na Europa e Ásia: além de Portugal e França, a PagBrasil já levou a solução para Espanha, Holanda e China.
- Colômbia: há registros de aceitação pontual, especialmente em locais turísticos como a ilha de San Andrés (Colômbia) onde lojistas adotam o sistema para facilitar as vendas.
A expansão ocorre principalmente por meio de fintechs que fazem a intermediação entre o consumidor no Brasil e o lojista no exterior.
O Pix internacional tem taxa?
Sim, o Pix internacional pode ter taxa, pois a operação exige uma intermediação financeira entre o Banco Central brasileiro e o sistema local. Empresas que oferecem essa funcionalidade costumam cobrar valores variáveis conforme o país, o tipo de serviço e a moeda envolvida.
As taxas envolvidas nas transações incluem uma taxa do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), em 3,5%, que já vem embutido no valor final da transação.
Conversão cambial para o Pix
A maior parte das taxas está ligada à conversão cambial, já que o Pix parte do saldo em reais e é transformado para a moeda estrangeira na hora. Isso pode envolver câmbio comercial ou turismo, com diferença nos valores cobrados.
Tarifas de intermediação do Pix
Empresas aplicam uma tarifa sobre cada transação, como forma de remunerar o serviço prestado. Em geral, essa tarifa é mais baixa do que a cobrada por operadoras de cartão internacional.
Diferença do Pix para transferências internacionais
No caso de transferências internacionais via Pix, o valor final depende da parceria entre as plataformas envolvidas. Como ainda não existe um protocolo oficial para operações desse tipo, cada empresa define sua estratégia de cobrança.
Futuro das tarifas do Pix
Com o avanço do Pix internacional, a tendência é que as tarifas passem por regulação do Banco Central e fiquem mais transparentes. Enquanto isso não ocorre, vale sempre verificar os termos da empresa intermediária antes de concluir a compra.
Sistemas semelhantes ao Pix em outros países
- Na Austrália, o New Payments Platform (NPP);
- Nos Estados Unidos, o FedNow, lançado em 2023;
- Na Índia, o UPI (Unified Payments Interface);
- No Reino Unido, o Faster Payments System; e
- Na União Europeia, o SEPA Instant Credit Transfer (SCT Inst).
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Resumindo
Em quais países o Pix existe?
O Pix foi criado no Brasil, mas já é aceito em comércios na Argentina, Uruguai, Estados Unidos e Portugal, com apoio de plataformas que intermedeiam o pagamento.
Tem Pix nos Estados Unidos?
Sim, algumas lojas nos Estados Unidos aceitam Pix com apoio de empresas como a Nomad, que permitem o pagamento em reais e fazem a conversão para dólar.
O Pix internacional tem taxa?
Sim, o Pix internacional pode ter taxa. O valor varia conforme a empresa intermediária, o país de destino e a moeda usada na conversão.
