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O IBGE divulgou que o PIB brasileiro avançou 0,4% no segundo trimestre, resultado que, apesar de positivo, confirma a perda de fôlego da atividade econômica. A agropecuária recuou 0,1%, e a indústria só não registrou queda mais acentuada graças ao desempenho da indústria extrativa. 

Em síntese, o crescimento ficou excessivamente concentrado no setor de serviços e em um único segmento industrial, revelando a fragilidade da expansão. Para o terceiro trimestre, projetamos desaceleração adicional, com avanço marginal estimado em apenas 0,1%.

BC sem mandato duplo pode penalizar a economia

Ao contrário do Federal Reserve, que opera sob mandato duplo, o Banco Central brasileiro tem como responsabilidade exclusiva o controle da inflação. Isso significa que a autoridade monetária local não precisa alterar a política de juros em resposta a aumentos do desemprego.

Nos Estados Unidos, porém, o Fed persegue simultaneamente a meta de inflação de longo prazo de 2% e o pleno emprego, de modo que a dinâmica do mercado de trabalho é tão relevante quanto a evolução dos preços. 

Nesse sentido, a expectativa de um corte de juros pelo Fed neste mês, caso se confirme, estará diretamente relacionada à necessidade de melhorar os indicadores de emprego.

Aqui, nem a desaceleração da inflação é capaz de encorajar o Copom

Eu sei que a inflação segue acima do teto da meta, que, vale lembrar, foi fixada em um nível nada factível de 3% para 2024 e 2025. 

Sei que existem riscos inflacionários no radar e a Selic permanece no maior patamar em 19 anos, em parte devido ao quadro fiscal. 

Ainda assim, nossas projeções indicam que o quadriênio 2023-2026 pode registrar a menor inflação média anual desde o Plano Real, um feito relevante em termos históricos. 

Nesse contexto, o Copom tem dois elementos que justificariam cortes na taxa de juros ainda este ano: de um lado, a atividade econômica mostra sinais cada vez mais claros de perda de dinamismo; de outro, a inflação tem convergido gradualmente para níveis mais baixos.

Como os membros do Copom ainda não se manifestaram positivamente a esta possibilidade, continuamos a ver o Real quase imune ao caos internacional.

E os criptoativos?

Com base na análise técnica apresentada, o Bitcoin apresenta sinais contraditórios nos diferentes horizontes de tempo. Enquanto no longo prazo a tendência observada é de baixa, com expectativa de continuidade desse movimento, amparado pelas incertezas em relação à condução da política monetária nos EUA.

O curtíssimo prazo revela um cenário mais favorável, com indicação de otimismo. Isso sugere que, apesar de pressões negativas mais estruturais, pode haver espaço para movimentos positivos pontuais nas próximas “horas”.

E os Dividendos? 

Confira alguns dos pagamentos agendados no mercado brasileiro:

📅 Agenda de Dividendos

AtivoEmpresaData-CompraData-PagamentoProventoValor por Ação 
CAML3Camil03/09/202511/09/2025JSCPR$ 0,06
BSLI3Brb03/09/202512/09/2025JSCPR$ 0,29
BSLI4Brb03/09/202512/09/2025JSCPR$ 0,32
CEBR3Ceb09/09/202519/09/2025DividendosR$ 1,67
CEBR5Ceb09/09/202519/09/2025DividendosR$ 1,67
CEBR6Ceb09/09/202519/09/2025DividendosR$ 1,83
VULC3Vulcabras08/09/202522/09/2025DividendosR$ 1,10
MDIA3M. Dias Branco22/09/202530/09/2025DividendosR$ 0,03
BBDC3Banco Bradesco01/09/202501/10/2025JSCPR$ 0,02
BBDC4Banco Bradesco01/09/202501/10/2025JSCPR$ 0,02
BEES3Banco Banestes01/09/202501/10/2025JSCPR$ 0,02
BEES4Banco Banestes01/09/202501/10/2025JSCPR$ 0,02
VULC3Vulcabras17/09/202501/10/2025DividendosR$ 0,13
JHSF3Jhsf30/09/202509/10/2025DividendosR$ 0,03
ITUB3Banco Itaú30/09/202503/11/2025JSCPR$ 0,02
ITUB4Banco Itaú30/09/202503/11/2025JSCPR$ 0,02

De olho no câmbio

Do ponto de vista cambial, os próximos meses devem ser marcados por dinâmicas distintas entre real, euro e libra. No Brasil, a expectativa de desaceleração do IPCA em 2025, possivelmente abaixo do nível de 2024, combinada à manutenção da Selic em patamar historicamente elevado, sustenta a atratividade do real, embora a instabilidade política nos Estados Unidos possa introduzir volatilidade adicional. 

Já na Europa, os últimos dados de inflação sugerem pausa no ciclo de cortes de juros do BCE, ao mesmo tempo em que a intensificação da guerra comercial reforça a resiliência do euro frente ao dólar.

No Reino Unido, a inflação segue em queda, mas em ritmo insuficiente para justificar cortes imediatos pelo Bank of England, cenário que deve manter a libra apoiada por juros ainda elevados, embora a divisão interna nas últimas decisões do BoE mantenha incertezas sobre a trajetória futura da política monetária britânica.

Seguimos de olho.