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Real segue firme, mas surgem riscos adicionais

De Olho no Câmbio – Real segue firme, mas surgem riscos adicionais

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O real mantém trajetória de valorização em função do diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos. Com a Selic ainda no maior patamar em quase duas décadas e o Federal Reserve prestes a reduzir sua taxa básica, a atratividade dos ativos brasileiros se fortalece e sustenta fluxos positivos para o mercado local.

Em síntese, a moeda brasileira se beneficia de condições monetárias que lhe conferem vantagem sobre outras divisas emergentes. Ainda que fatores internos de atividade e política fiscal inspirem cautela, o diferencial de juros continua sendo o principal pilar de sustentação do câmbio.

Ganhos podem perder força com desgaste geopolítico

O Brasil vive um momento de maior atrito no campo diplomático junto aos Estados Unidos. Essa deterioração, caso se intensifique, tende a reduzir a confiança do investidor estrangeiro nos ativos do país e a limitar a entrada de novos capitais.

Nos Estados Unidos, por sua vez, a política externa tem se tornado parte relevante da precificação de ativos. Assim, mesmo em um cenário de diferencial de juros favorável, tensões diplomáticas podem neutralizar parte da valorização do real.

E se a desaceleração da economia americana for longa ou profunda?

O cenário para o real também depende da evolução da atividade econômica nos Estados Unidos. O processo de desaceleração em curso já pressiona o Federal Reserve a revisar sua política de juros, mas há dúvidas sobre a intensidade e a duração dessa perda de dinamismo.

Nesse sentido, se a economia americana desacelerar de forma mais intensa do que o projetado, a busca global por ativos de proteção pode reforçar o dólar, reduzindo o espaço de valorização da moeda brasileira.

E os criptoativos?

O Bitcoin tende a encontrar espaço para valorização nos próximos dias, amparado pelo início do ciclo de cortes de juros nos Estados Unidos e pela diminuição dos riscos globais após os sinais de reaproximação diplomática entre EUA, Índia e China.

E os Dividendos?

Confira alguns dos pagamentos agendados no mercado brasileiro:

📅 Agenda de Dividendos

AtivoEmpresaData-CompraData-PagamentoProventoValor por Ação 
FESA3Ferbasa02/09/202518/09/2025JSCPR$        0,05
PETR3Petrobrás02/06/202522/09/2025DividendosR$        0,31
PETR3Petrobrás02/06/202522/09/2025JSCPR$        0,15
PETR4Petrobrás02/06/202522/09/2025DividendosR$        0,31
PETR4Petrobrás02/06/202522/09/2025JSCPR$        0,15
VULC3Vulcabras08/09/202522/09/2025DividendosR$        1,10
BRFS3Brf18/09/202529/09/2025JSCPR$            0,25
BRFS3Brf18/09/202529/09/2025DividendosR$            1,83
BRSR3Banco Banrisul12/09/202529/09/2025JSCPR$            0,27
BRSR5Banco Banrisul12/09/202529/09/2025JSCPR$            0,27
BRSR6Banco Banrisul12/09/202529/09/2025JSCPR$            0,27
MDIA3M. Dias Branco18/09/202530/09/2025DividendosR$            2,81

De olho no câmbio

O real segue encontrando suporte no aumento do diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, fator que tem garantido ganhos adicionais frente ao dólar e a outras divisas. A precificação de cortes de juros pelo Federal Reserve, combinada à queda das taxas de longo prazo nos Treasuries, em especial nos papéis de 10 anos, reforçou a atratividade da moeda brasileira e impulsionou seu movimento de valorização nos últimos dias.

Esse ciclo de alta, contudo, não está blindado contra riscos. Eventuais medidas de retaliação ou novas pressões geopolíticas oriundas dos Estados Unidos podem interromper a trajetória positiva, reintroduzindo volatilidade no mercado de câmbio.

Na Europa, a perspectiva de que o Banco Central Europeu e o Bank of England adotem uma postura mais cautelosa, optando pela manutenção de suas taxas de referência, não deve limitar os ganhos do real. Afinal, o diferencial permanece amplamente favorável ao Brasil, com a Selic projetada em torno de 15% até o final do ano, sustentando o apetite dos investidores por ativos domésticos.

Seguimos de olho.

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