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As incertezas com relação ao comportamento de Donald Trump e sua política comercial fez com que muitos investidores mudassem seus portfólios e buscassem segurança em outros ativos que não o dólar – Euro, Libra e até mesmo Bitcoin.

No entanto, a trégua momentânea na guerra comercial entre Estados Unidos e China, fez com que os investidores voltassem a demandar o dólar como ativo de segurança e o DXY reverteu a queda que sofreu no primeiro semestre, a maior desde 1973.

Diminuição dos ruídos geopolíticos trouxe recuperação da moeda americana

O novo capítulo da guerra comercial, as terras raras, fez com que o presidente dos Estados Unidos impusesse uma sobretaxa sobre todo o comércio do país com a China; Xi Jinping rapidamente respondeu aumentando as tarifas sobre produtos norte-americanos.

A tensão que se estabeleceu foi contornada, pelo menos em partes, após um encontro entre os dois presidentes na Coreia do Sul. O alívio refletiu no mercado cambial e o dólar voltou a se valorizar no mercado internacional com o aumento na demanda pela moeda.

Selic nas alturas blinda o real do “renascimento” do dólar

Esse movimento de valorização do dólar, não refletiu em desvalorização do real. O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, faz com que seja bastante atrativo ao mercado investir no Brasil em busca de lucrar com esse diferencial.

A redução de juros pelo FED e a manutenção quase certa da Selic por aqui faz com que esse gap aumente, mantendo a atratividade do país aos investidores. A expectativa de manutenção da Selic nos atuais patamares por mais tempo, deve reforçar a posição atrativa do Brasil no mercado financeiro.

E os criptoativos?

O clima de incerteza global tem afetado negativamente o mercado de criptoativos. O Bitcoin quebrou o piso de US$100 mil pela primeira vez desde junho, sinalizando uma posição mais conservadora dos investidores.

A persistência do shutdown nos Estados Unidos e a sinalização pelo FED de que pode haver uma interrupção no ciclo de afrouxamento monetário, estão colocando os investidores em uma posição mais conservadora e o Bitcoin pode experimentar um momento de maior incerteza nos próximos dias.

E os Dividendos?

Confira alguns dos pagamentos agendados no mercado brasileiro:

📅 Agenda de Dividendos

AtivoEmpresaData-CompraData-PagamentoProventoValor por Ação 
TKNO3Tekno27/10/202505/11/2025DividendosR$ 19,34
TKNO4Tekno27/10/202505/11/2025DividendosR$ 16,39
SANB11Banco Santander21/10/202507/11/2025JSCPR$ 0,54
SANB3Banco Santander21/10/202507/11/2025JSCPR$ 0,26
SANB4Banco Santander21/10/202507/11/2025JSCPR$ 0,28
CSMG3Copasa22/09/202510/11/2025JSCPR$ 0,45
EKTR3Elektro02/07/202512/11/2025JSCPR$ 0,15
EKTR3Elektro02/10/202512/11/2025JSCPR$ 0,14
EKTR4Elektro02/07/202512/11/2025JSCPR$ 0,16
EKTR4Elektro02/10/202512/11/2025JSCPR$ 0,15
RPAD3Alfa Holdings25/09/202514/11/2025DividendosR$ 0,01
RPAD5Alfa Holdings25/09/202514/11/2025DividendosR$ 0,08
RPAD6Alfa Holdings25/09/202514/11/2025DividendosR$ 0,01
CXSE3Caixa Seguridade03/11/202517/11/2025DividendosR$ 0,32
EQTL3Equatorial Energia05/11/202517/11/2025JSCPR$ 0,80
EQTL3Equatorial Energia05/11/202517/11/2025JSCPR$ 0,65
RENT3Localiza25/09/202518/11/2025JSCPR$ 0,52
TGMA3Tegma Gestão Logística06/11/202518/11/2025DividendosR$ 0,79
TGMA3Tegma Gestão Logística06/11/202518/11/2025JSCPR$ 0,18
KLBN11Klabin07/11/202519/11/2025DividendosR$ 0,26
KLBN3Klabin07/11/202519/11/2025DividendosR$ 0,05
KLBN4Klabin07/11/202519/11/2025DividendosR$ 0,05

De olho no câmbio

A moeda brasileira deve continuar favorecida pelo diferencial de juros em favor do Brasil. A Selic no maior nível nominal em 19 anos e a completa ausência de sinais de que o BC dará início ao ciclo de corte de juros podem continuar influenciando o desempenho do real em relação às demais dívidas, inclusive as moedas fortes como dólar, euro e libra.

O novo ciclo de deflação, já captado pelos índices de preços da FGV e os sinais de acomodação do mercado de trabalho podem aumentar as apostas de que o ciclo de cortes de juros se dê na primeira reunião de política monetária de 2026 e não após o primeiro trimestre, como preveem alguns analistas.

Por ora, a taxa real de juros em níveis historicamente elevados pode garantir resiliência ao real, mesmo em um ambiente de recuperação gradual da força do dólar norte-americano.

Seguimos de olho.