Getting your Trinity Audio player ready...

De Olho no Câmbio desta semana destaca um mercado ainda marcado pela volatilidade internacional, mas com sinais de alívio parcial nas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel. A redução da aversão ao risco favoreceu moedas emergentes em alguns momentos, embora o dólar tenha continuado sustentado pelas expectativas de juros elevados nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, euro e libra mantiveram força no cenário externo diante da postura cautelosa dos bancos centrais europeus, enquanto o real seguiu pressionado por ruídos políticos domésticos e pela desaceleração do fluxo estrangeiro para os ativos brasileiros. 

Quer saber mais sobre Brasil, EUA, Zona do Euro e Reino Unido? Acompanhe a seguir os desdobramentos destes e outros acontecimentos na edição #383 do “De Olho no Câmbio”.

Real x dólar

Começamos a semana com o dólar cotado a R$5,0209 na segunda-feira (25/mai), um nível 0,6% inferior à abertura da semana anterior (18/mai). Ao longo da semana, a moeda norte-americana ganhou força frente ao real, e o dólar abriu o pregão desta sexta-feira (28/mai) cotado a R$5,0390, patamar 0,6% superior à abertura da sexta-feira anterior (22/mai). Entre as aberturas desta sexta (28/mai) e da segunda-feira da semana anterior (18/mai), vimos uma valorização do real em relação ao dólar de 0,3%.

O dólar encerrou a semana em movimento de maior acomodação após a melhora do ambiente geopolítico internacional e o avanço das negociações envolvendo Estados Unidos e Irã. A redução das tensões no Oriente Médio diminuiu a busca global por ativos de proteção, favorecendo moedas emergentes e ampliando o apetite por risco nos mercados.

Apesar do alívio no fechamento da semana, a moeda norte-americana ainda encontrou suporte diante das sinalizações mais cautelosas do Federal Reserve. A posse do novo presidente do Fed reforçou preocupações com a persistência da inflação, sustentando expectativas de juros elevados e fortalecendo os títulos públicos americanos.

No cenário doméstico, o mercado seguiu atento aos ruídos políticos e ao comportamento do fluxo estrangeiro na Bolsa brasileira. Novos desdobramentos envolvendo investigações financeiras e a desaceleração da entrada de capital externo aumentaram a cautela dos investidores, limitando um movimento mais intenso de valorização do real frente ao dólar.

Aproveite e confira a cotação do dólar hoje e se inscreva em nosso sistema de alertas para ser notificado sobre variações importantes.

Real x euro

O euro abriu o pregão de segunda-feira (22/mai) cotado a R$5,8137. Na abertura desta sexta-feira (28/mai), a cotação foi de R$5,8858. Portanto, observou-se uma desvalorização do real frente ao euro de aproximadamente 1,2% no período, revertendo o movimento de valorização registrado na semana anterior.

Em relação ao dólar, a moeda europeia apresentou valorização nesta semana, revertendo a tendência de desvalorização observada na semana anterior. A cotação do euro em dólar passou de US$1,1618 na segunda-feira (22/mai) para US$1,1652 nesta sexta-feira (28/mai). Assim, observou-se uma valorização de 0,2% do euro, isto é, são necessários mais dólares para adquirir um euro.

O euro apresentou fortalecimento ao longo da semana com a redução parcial das tensões geopolíticas no cenário internacional. Com o avanço das negociações envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel, o mercado reduziu parte da procura por proteção no dólar, favorecendo o desempenho da moeda europeia no exterior.

Além disso, investidores seguiram atentos às sinalizações do Banco Central Europeu sobre a trajetória dos juros na região. A postura mais cautelosa do BCE em relação a possíveis cortes monetários manteve os ativos europeus atrativos, sustentando o euro frente às moedas emergentes ao longo da semana.

No Brasil, o comportamento do euro também refletiu a pressão doméstica sobre o real diante dos ruídos políticos e da desaceleração do fluxo estrangeiro. A combinação entre a valorização externa da moeda europeia e o ambiente de maior cautela no mercado local contribuiu para limitar os movimentos de queda do euro frente ao real.

Confira a cotação do euro hoje e se inscreva em nosso sistema de alertas para ser notificado sobre variações importantes.

Real x libra esterlina

A libra esterlina abriu o pregão de segunda-feira (22/mai) cotada a R$6,7212, nível inferior ao registrado na abertura desta sexta-feira (28/mai), de R$6,7733. Portanto, houve uma desvalorização do real de aproximadamente 0,7% em relação à moeda britânica ao longo da semana.

Em relação ao dólar, a moeda inglesa perdeu força no decorrer da semana, revertendo a tendência de valorização observada na semana anterior, e abriu esta sexta-feira (28/mai) cotada a US$1,3444 após ter iniciado a semana cotada a US$1,3432, uma valorização de 0,08% da moeda britânica em relação ao dólar.

A libra apresentou estabilidade no cenário internacional mesmo diante de indicadores econômicos mais fracos divulgados no Reino Unido. O mercado seguiu avaliando que a inflação ainda persistente deve limitar o espaço para cortes mais agressivos de juros pelo Banco da Inglaterra, sustentando a moeda britânica frente às demais divisas.

Além do cenário monetário, a libra também encontrou suporte na postura mais cautelosa dos investidores em relação às economias emergentes. Mesmo com momentos de alívio no ambiente geopolítico internacional, a moeda inglesa manteve força relativa diante das expectativas de juros elevados por mais tempo no Reino Unido.

No Brasil, o desempenho da libra refletiu principalmente a perda de força do real em meio aos ruídos políticos e à desaceleração do fluxo estrangeiro na Bolsa brasileira. A combinação entre maior cautela no mercado doméstico e a sustentação global da moeda britânica contribuiu para a valorização da libra frente ao real ao longo da semana.

Aproveite e confira a cotação da libra esterlina hoje e se inscreva em nosso sistema de alertas para ser notificado sobre variações importantes. 

Perspectivas

Para a próxima semana, o mercado deve continuar atento às sinalizações de política monetária no Brasil e no exterior. A expectativa de que o Banco Central mantenha uma postura cautelosa em relação aos juros pode ajudar a sustentar a força relativa do real frente ao dólar, especialmente em momentos de maior apetite por risco nos mercados internacionais.

Por outro lado, o cenário externo ainda tende a limitar movimentos mais intensos de valorização da moeda brasileira. As expectativas de manutenção de juros elevados nos Estados Unidos e na Zona do Euro seguem favorecendo moedas fortes e títulos internacionais, mantendo os investidores atentos ao diferencial de juros e ao ambiente global de aversão ao risco.

Seguimos de olho.