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O dólar começa esta sexta-feira em compasso de espera entre sinais de alívio no Oriente Médio e novos focos de tensão política e econômica. A possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e Irã derruba o Brent para a faixa de US$90, mas investidores seguem cautelosos com os próximos passos de Washington.
No Brasil, o PIB do primeiro trimestre entra no radar depois de uma sequência de indicadores mais resilientes da atividade. O dado pode mexer diretamente com as apostas para a Selic e influenciar o comportamento do dólar, dos juros futuros e da Bolsa ao longo do pregão.
Além do cenário econômico, o mercado acompanha a repercussão da decisão dos EUA de ampliar o combate a facções criminosas latino-americanas. O tema elevou o ruído político local e trouxe um componente extra de cautela para os ativos brasileiros.
Dólar hoje
O dólar abriu esta sexta-feira (28) cotado a R$5,0390.
O contrato de dólar futuro para junho (DOLc1), o mais líquido no Brasil, caiu 0,3%, a R$5,04 na quinta-feira (28).
Dólar comercial
- Compra: R$5,0311
- Venda: R$5,0317
Acompanhe a cotação do dólar em tempo real
Na quinta-feira (28), o dólar comercial fechou com variação de -0,4%, valendo R$5,0390 após ter começado o dia cotado a R$5,0599.
Dólar PTAX hoje
A PTAX iniciou o dia cotada a R$5,0511 (compra) e R$5,0517 (venda). A PTAX é a taxa de câmbio oficial calculada pelo Banco Central do Brasil.
O que influencia o dólar hoje?
O dólar hoje inicia o pregão em leve compasso de acomodação, acompanhando a melhora parcial do humor externo após novas sinalizações de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. A queda do petróleo reduz parte da pressão inflacionária global e alivia o movimento recente de busca por proteção.
Mesmo com o Brent rondando US$90, investidores ainda evitam movimentos mais agressivos diante da incerteza sobre um acordo definitivo no Oriente Médio. O receio é que qualquer ruptura nas negociações volte a pressionar energia, inflação e juros americanos rapidamente.
No Brasil, o câmbio deve reagir ao PIB do primeiro trimestre e às expectativas para a Selic. Um crescimento mais forte pode reduzir apostas de cortes acelerados de juros, enquanto o ambiente político segue adicionando volatilidade aos ativos domésticos.
Atividade resiliente pode mexer na Selic
O Produto Interno Bruto do primeiro trimestre ganha protagonismo nesta sexta-feira depois de dados recentes mostrarem uma economia mais resistente que o esperado. O mercado monitora especialmente consumo, serviços e desempenho do agronegócio.
A expectativa de crescimento próximo de 1,1% no trimestre reforça a percepção de que a atividade segue aquecida mesmo com juros elevados. Isso tende a influenciar diretamente a curva de juros e as projeções para os próximos passos do Banco Central.
Se o PIB surpreender para cima, investidores podem reduzir apostas de cortes mais intensos na Selic ao longo do segundo semestre. Esse movimento costuma fortalecer o real, mas também pressiona setores da Bolsa mais sensíveis aos juros.
Acordo entre EUA e Irã ainda não convence mercado
O mercado internacional reage positivamente às notícias de avanço diplomático entre Washington e Teerã, mas ainda existe forte desconfiança sobre um acordo definitivo. O petróleo acumula forte queda nas últimas semanas justamente pela expectativa de redução das tensões.
A possibilidade de reabertura gradual do Estreito de Ormuz melhora a perspectiva para o fluxo global de energia e ajuda a aliviar preocupações com a inflação internacional. Isso também reduz parte da pressão recente sobre os juros americanos.
Apesar disso, investidores seguem atentos ao tom das autoridades dos dois países. Qualquer sinal de ruptura nas negociações pode inverter rapidamente o humor dos mercados e recolocar commodities energéticas no centro da volatilidade global.
Wall Street avança enquanto mercado ajusta expectativas
As bolsas em Nova York operam em clima mais positivo após a forte correção do petróleo e a percepção de que o choque inflacionário global pode perder intensidade. O movimento favorece empresas ligadas ao consumo e tecnologia.
Na renda fixa, os juros dos Treasuries seguem pressionados pelo cenário econômico americano ainda resiliente. Investidores continuam divididos sobre quando o Federal Reserve começará efetivamente o ciclo de cortes de juros.
Na Europa, o ambiente externo mais leve ajuda os índices acionários, embora o mercado mantenha cautela com atividade fraca e inflação ainda elevada em algumas economias do bloco. O comportamento do Fed continua sendo o principal vetor global.
Decisão dos EUA eleva ruído no Brasil
A decisão americana de ampliar a classificação de facções criminosas latino-americanas como organizações terroristas aumentou o desconforto político no Brasil. O tema trouxe preocupação sobre possíveis impactos regulatórios e diplomáticos.
O governo brasileiro acompanha os desdobramentos enquanto investidores avaliam potenciais efeitos sobre fluxo financeiro, segurança jurídica e relação comercial com os Estados Unidos. O mercado teme aumento da tensão institucional.
Ao mesmo tempo, Brasília segue monitorando o avanço das pautas econômicas no Congresso. O cenário político doméstico continua influenciando o comportamento do dólar e a percepção de risco fiscal entre investidores estrangeiros.
O que faz o dólar oscilar hoje?
O dólar reage principalmente às negociações entre Estados Unidos e Irã, ao comportamento do petróleo e à divulgação do PIB brasileiro, que influencia as apostas para a Selic.
Por que o petróleo caiu forte nos últimos dias?
O Brent recuou com a expectativa de um acordo diplomático entre EUA e Irã, reduzindo o risco de interrupção no fornecimento global de petróleo.
O PIB pode mudar a trajetória dos juros no Brasil?
Sim. Um PIB mais forte reforça a percepção de economia aquecida e pode diminuir as apostas em cortes mais agressivos da Selic nos próximos meses.