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Dólar hoje inicia o dia sob influência do avanço do petróleo e das tensões geopolíticas no Oriente Médio. A escalada recente da commodity amplia preocupações com inflação e mantém investidores atentos às decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos. 

Ao mesmo tempo, indicadores econômicos relevantes e movimentos no mercado de energia ajudam a calibrar expectativas para atividade, política monetária e comportamento dos ativos nos próximos dias.

O que influencia o dólar hoje?

O dólar hoje permanece pressionado pela escalada constante do petróleo, o que mantém o temor inflacionário no centro das atenções dos mercados globais. O tema ganha peso a poucos dias das decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos.

Nos EUA, investidores acompanham dados relevantes da economia, incluindo o PIB do quarto trimestre, o índice de preços PCE e o relatório Jolts de vagas abertas. Os números ajudam a calibrar as expectativas para a política monetária.

No Brasil, o mercado monitora a pesquisa de serviços e operações cambiais do Banco Central. O leilão de swap reverso e a venda à vista de dólares entram no radar.

Qual a cotação do dólar hoje?
O dólar abriu esta sexta-feira (13) cotado a R$5,2493.

O contrato de dólar futuro para abril (DOLc1), o mais líquido no Brasil, avançou 1,8%, a R$5,28 na quinta-feira (12).

Dólar comercial

  • Compra: R$5,241
  • Venda: R$5,242

Na quinta-feira (12), o dólar comercial fechou com variação de +1,6%, valendo R$5,2444, após ter começado o dia cotado a R$5,1574.

Confira a cotação do dólar em tempo real

Qual é o valor do dólar PTAX hoje?

A PTAX iniciou o dia cotada a R$5,2045 (compra) e R$5,2051 (venda). A PTAX é a taxa de câmbio oficial calculada pelo Banco Central do Brasil

Nesta sexta-feira (13), o Banco Central ofertará 50 mil contratos de swap cambial tradicional (US$2,5 bilhões), em rolagem.

Petróleo ainda elevado após forte rali

O petróleo brent permanece próximo de US$100 por barril após a forte alta recente. A commodity acumula valorização expressiva ao longo do último mês.

O movimento reflete as tensões ligadas à guerra envolvendo EUA, Israel e Irã. O risco geopolítico mantém o mercado sensível a qualquer sinal de interrupção na oferta.

Apesar da volatilidade, os futuros de Nova York ensaiam recuperação. Bolsas europeias ainda operam com perdas moderadas.

 Geopolítica amplia volatilidade nos mercados

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, informou a autorização temporária para que países comprem petróleo russo atualmente retido no mar. A medida busca aliviar pressões sobre a oferta global.

A Marinha americana também poderá escoltar navios pelo Estreito de Ormuz. A rota concentra parcela relevante do fluxo internacional de petróleo.

No Oriente Médio, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu ameaçou o sucessor do líder supremo iraniano. O ambiente mantém elevada a tensão geopolítica.

Dólar forte e atividade fraca na Europa

O dólar ganha força frente à maioria das moedas globais. O movimento ocorre em meio à busca por proteção diante da incerteza geopolítica.

Indicadores recentes reforçam sinais de fraqueza na atividade europeia. A produção industrial do Reino Unido registrou queda em janeiro.

Na zona do euro, dados industriais também vieram abaixo do esperado. O quadro amplia preocupações com o ritmo de crescimento da região.

Ibovespa e Selic no radar doméstico

A cautela externa pode limitar o desempenho do Ibovespa. O EWZ, principal ETF brasileiro negociado em Nova York, chegou a registrar queda no pré-mercado.

As ADRs da Petrobras, porém, avançam com apoio dos preços do petróleo. O conselho da estatal também aprovou adesão ao programa de subsídio ao diesel rodoviário.

No cenário monetário, cresce a expectativa de corte menor da Selic na próxima reunião. Parte do mercado já precifica redução de 25 pontos-base.

Por que o petróleo voltou ao centro das atenções do mercado?

A escalada das tensões no Oriente Médio elevou o risco de interrupções na oferta global de energia. Esse cenário impulsionou o petróleo e reacendeu preocupações com a inflação em várias economias.

Como a alta do petróleo pode afetar as decisões de juros?

O aumento do preço da energia tende a pressionar a inflação. Isso pode levar bancos centrais, como o Fed e o Banco Central do Brasil, a adotarem uma postura mais cautelosa ao cortar juros.

O que pode influenciar os mercados nos próximos dias?

Indicadores econômicos importantes, como o PIB e o PCE nos Estados Unidos, além da evolução do conflito no Oriente Médio e dos preços do petróleo, devem orientar o comportamento dos ativos.