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O dólar hoje abre em leve compasso de espera nos mercados globais, enquanto investidores acompanham novos sinais sobre um possível acordo entre Estados Unidos e Irã. O petróleo recua, mas continua em patamar elevado, mantendo a cautela nos ativos internacionais.
A possibilidade de adiamento de ataques americanos ao Irã trouxe algum alívio momentâneo para o mercado de commodities. Ainda assim, o Brent segue próximo de US$ 110 por barril, cenário que mantém pressão sobre inflação, juros globais e moedas emergentes.
No Brasil, o investidor monitora declarações de dirigentes do Banco Central, pesquisas eleitorais e os impactos do cenário externo sobre dólar, juros futuros e Ibovespa. O ambiente segue sensível tanto ao noticiário político quanto à evolução da crise no Oriente Médio.
Dólar hoje
O dólar abriu esta terça-feira (19) cotado a R$4,9907.
O contrato de dólar futuro para junho (DOLc1), o mais líquido no Brasil, caiu 1,6%, a R$5,00 na segunda-feira (18).
Dólar comercial
- Compra: R$4,9974
- Venda: R$4,998
Acompanhe a cotação do dólar em tempo real
Na segunda-feira (18), o dólar comercial fechou com variação de -1,3%, valendo R$4,9907 após ter começado o dia cotado a R$5,0556.
Dólar PTAX hoje
A PTAX iniciou o dia cotada a R$5,0087 (compra) e R$5,0093 (venda). A PTAX é a taxa de câmbio oficial calculada pelo Banco Central do Brasil.
O que influencia o dólar hoje?
O dólar hoje mantém força global diante da percepção de que o Federal Reserve pode manter juros elevados por mais tempo. A persistência das tensões no Oriente Médio continua alimentando preocupações inflacionárias nos Estados Unidos.
Os rendimentos dos Treasuries operam sem direção única, mas ainda próximos das máximas recentes. O mercado entende que uma commodity energética pressionada pode dificultar o processo de desaceleração da inflação americana nos próximos meses.
No Brasil, a curva de juros continua bastante dependente do ambiente externo e das expectativas fiscais domésticas. O câmbio deve reagir tanto ao fluxo internacional quanto às sinalizações do Banco Central ao longo do dia.
Petróleo perde força, mas risco geopolítico continua no radar
O petróleo opera em queda nesta manhã após Donald Trump indicar que ainda avalia alternativas diplomáticas antes de uma ofensiva contra o Irã. A leitura do mercado é de que existe espaço para negociação, embora o conflito continue longe de uma solução definitiva.
Mesmo com o recuo das commodities, investidores seguem atentos ao Estreito de Ormuz e ao risco de interrupção nas rotas globais de energia. Qualquer nova escalada militar pode recolocar rapidamente o Brent em trajetória de alta mais intensa.
Os mercados internacionais reagem de forma mista ao noticiário geopolítico, com bolsas europeias em recuperação moderada e futuros americanos mais cautelosos. O movimento reduz parte da pressão recente sobre moedas emergentes e ativos ligados a commodities.
Galípolo, Banco Central e política entram no foco local
As falas de Gabriel Galípolo e de integrantes do Banco Central ganham relevância em uma sessão marcada por baixa visibilidade econômica local. Investidores procuram pistas sobre os próximos passos da política monetária brasileira.
O mercado acompanha também os desdobramentos políticos após a repercussão da pesquisa Atlas/Bloomberg e do chamado “Flávio Day 2.0”. O tema voltou a elevar o ruído em Brasília e mexe com percepção de risco doméstico.
A leitura entre operadores é de que o cenário político pode voltar a interferir na precificação dos ativos locais, especialmente em um ambiente externo já carregado por incertezas geopolíticas e pressão sobre inflação global.
Bolsas tentam recuperação em meio à cautela internacional
As bolsas europeias operam em alta moderada nesta terça-feira, favorecidas pela queda do petróleo e pela percepção de menor risco imediato de escalada militar. Ainda assim, o movimento acontece sem grande convicção dos investidores.
Em Nova York, os futuros apresentam desempenho misto enquanto o mercado acompanha dirigentes do Federal Reserve e monitora qualquer nova sinalização vinda da Casa Branca. O tom segue mais defensivo do que nas últimas semanas.
No mercado brasileiro, o Ibovespa tende a buscar estabilidade, mas continua vulnerável ao comportamento do petróleo, do dólar e das taxas americanas. O fluxo estrangeiro segue determinante para definir direção mais firme dos ativos locais.
O que pode mexer com o mercado ao longo do dia
A agenda desta terça-feira concentra atenções em declarações de membros do Federal Reserve e do Banco Central brasileiro. Em momentos de instabilidade externa, qualquer mudança de tom costuma provocar reação rápida nos mercados.
Investidores também acompanham novos desdobramentos envolvendo negociações entre EUA e Irã. O mercado continua extremamente sensível a notícias relacionadas ao petróleo e à segurança no Oriente Médio.
Além do cenário externo, pesquisas eleitorais, percepção fiscal e expectativas para juros seguem no radar dos agentes locais. O ambiente permanece volátil para dólar, bolsa e curva de juros ao longo da sessão.
Por que o dólar hoje está pressionado?
O dólar ganha força porque investidores buscam proteção diante das tensões entre Estados Unidos e Irã e do risco de juros altos nos EUA por mais tempo.
O petróleo ainda preocupa os mercados?
Sim. Mesmo em queda nesta sessão, o Brent segue perto de US$ 110, nível considerado elevado e com potencial de pressionar inflação global.
O que o mercado espera do Banco Central?
Investidores acompanham falas de Gabriel Galípolo e de outros membros do BC em busca de sinais sobre juros, inflação e comportamento do câmbio.