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O dólar hoje abre em alta e os mercados globais voltam a operar em modo defensivo diante da escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, movimento que impulsiona o petróleo e aumenta o receio de inflação persistente no mundo.

Confira a análise econômica do dólar hoje, 19 de maio de 2026

Com o Brent acima de US$110 por barril, investidores passaram a rever apostas para os juros americanos, enquanto os rendimentos dos Treasuries avançam e as bolsas internacionais operam sob pressão nesta terça-feira.

No Brasil, o mercado acompanha os reflexos desse cenário sobre câmbio, juros e Ibovespa, além de monitorar a ata do Federal Reserve, IBC-Br e IGP-10 e o avanço da temporada de balanços corporativos.

Dólar hoje

O dólar abriu esta segunda-feira (18) cotado a R$5,0560.

O contrato de dólar futuro para junho (DOLc1), o mais líquido no Brasil, subiu 1,5%, a R$5,08 na sexta-feira (15).

Dólar comercial

  • Compra: R$5,0667
  • Venda: R$5,0673

Acompanhe a cotação do dólar em tempo real

Na sexta-feira (15), o dólar comercial fechou com variação de +1,5%, valendo R$5,0560 após ter começado o dia cotado a R$4,9811

Dólar PTAX hoje

A PTAX iniciou o dia cotada a R$5,0648 (compra) e R$5,0654 (venda). A PTAX é a taxa de câmbio oficial calculada pelo Banco Central do Brasil.

O que influencia o dólar hoje?

A alta do petróleo voltou a dominar os mercados depois das novas ameaças feitas por Donald Trump ao Irã e da ausência de qualquer avanço concreto nas negociações envolvendo o Oriente Médio.

O Brent rompeu novamente a faixa de US$110, ampliando preocupações sobre inflação energética em várias economias, especialmente em um momento no qual bancos centrais ainda enfrentam dificuldades para consolidar a desaceleração dos preços.

Esse cenário acaba fortalecendo o dólar globalmente e reduzindo o espaço para cortes de juros mais agressivos, principalmente nos Estados Unidos, onde o mercado já voltou a discutir a manutenção prolongada das taxas elevadas.

Ata do Fed e Nvidia entram no centro das atenções 

Além da guerra no Oriente Médio, investidores acompanham a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, buscando sinais sobre os próximos passos da política monetária americana.

O mercado também monitora o balanço da Nvidia, que ganhou peso enorme nos índices globais depois do avanço acelerado das empresas ligadas à inteligência artificial nos últimos trimestres.

Com juros altos e tecnologia ainda sustentando parte relevante das bolsas americanas, qualquer surpresa nos números da companhia pode ampliar a volatilidade em Nova York ao longo do dia.

China, Taiwan e EUA aumentam pressão geopolítica 

As tensões entre China e Estados Unidos também seguem no radar depois que Trump voltou a endurecer o discurso envolvendo Taiwan e comércio internacional.

A decisão americana de ampliar compras agrícolas chinesas e reforçar declarações sobre independência de Taiwan aumentou a percepção de instabilidade geopolítica justamente em um momento delicado para os mercados.

Na Ásia, investidores seguem cautelosos porque o ambiente externo combina guerra no Oriente Médio, disputa comercial e receio de desaceleração econômica global ao mesmo tempo.

Ibovespa tenta equilíbrio entre petróleo forte e juros pressionados 

No mercado brasileiro, o avanço do petróleo pode ajudar ações ligadas à Petrobras e ao setor de energia, embora o ambiente externo mais pesado limite uma recuperação mais consistente do Ibovespa.

Os juros futuros seguem pressionados pela combinação entre petróleo elevado, avanço dos rendimentos dos Treasuries e preocupação crescente com desancoragem das expectativas de inflação.

Investidores acompanham ainda dados como IBC-Br e IGP-10, além das discussões fiscais e dos anúncios envolvendo investimentos da Petrobras em São Paulo.

Brasília monitora inflação enquanto mercado segue seletivo 

O governo tenta reforçar discursos ligados a investimento e crescimento econômico, mas o cenário internacional mais tenso continua influenciando diretamente o humor dos ativos brasileiros.

Além do petróleo e do dólar, o mercado observa o andamento do PL dos combustíveis e as falas de integrantes da equipe econômica sobre inflação, juros e atividade.

Nesse ambiente, operadores seguem mais seletivos com risco, priorizando ativos defensivos enquanto aguardam sinais mais claros sobre política monetária global e evolução das tensões geopolíticas.

Por que o dólar hoje está subindo? 

O dólar sobe por causa do aumento da aversão ao risco global após novas tensões entre Estados Unidos e Irã e da disparada do petróleo. 

Como o petróleo acima de US$110 afeta os juros? 

O petróleo elevado aumenta o risco de inflação persistente, reduzindo o espaço para cortes de juros nos EUA e em outros países. 

O que o mercado espera da ata do Fed? 

Investidores buscam sinais sobre o momento dos próximos cortes de juros e o impacto da inflação recente sobre a política monetária americana.