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Confira análise de mercado do dia 26/05/2026; Dólar hoje oscila com ataques no Irã e petróleo sobe
O dólar hoje inicia a semana em um ambiente mais favorável para ativos de risco, após a forte queda do petróleo aumentar as apostas de alívio inflacionário global. O mercado acompanha as negociações entre Estados Unidos e Irã, que seguem movimentando commodities, juros e moedas.
No Brasil, o foco se divide entre o IPCA-15, os debates sobre a escala 6×1 e os sinais fiscais do governo. Investidores também monitoram a trajetória da Selic, enquanto o cenário externo segue influenciando diretamente o câmbio e o Ibovespa.
Dólar hoje
O dólar abriu esta segunda-feira (25) cotado a R$5,0374.
O contrato de dólar futuro para junho (DOLc1), o mais líquido no Brasil, subiu 0,4 %, a R$5,02 na sexta-feira (22).
Dólar comercial
- Compra: R$5,0276
- Venda: R$5,0282
Acompanhe a cotação do dólar em tempo real
Na sexta-feira (22), o dólar comercial fechou com variação de +0,7%, valendo R$5,0374 após ter começado o dia cotado a R$5,0052.
Dólar PTAX hoje
A PTAX iniciou o dia cotada a R$5,0134 (compra) e R$5,0140 (venda). A PTAX é a taxa de câmbio oficial calculada pelo Banco Central do Brasil.
O que influencia o dólar hoje?
O dólar hoje opera com viés mais estável diante da melhora parcial no sentimento global, após o petróleo Brent cair mais de 5% e voltar para perto de US$94 o barril. O movimento reduz parte da pressão inflacionária que vinha dominando os mercados nas últimas semanas.
A possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e Irã também ajuda investidores a reduzirem posições defensivas. Autoridades americanas voltaram a indicar avanço nas negociações, embora Teerã ainda mantenha cautela sobre um eventual anúncio oficial.
Com isso, os rendimentos dos Treasuries recuam levemente e bolsas internacionais iniciam a semana em alta. O alívio externo favorece moedas emergentes e diminui parte da pressão recente sobre o real.
Petróleo perde força e mercado recalcula cenário para juros
A queda do petróleo reacendeu apostas de desaceleração inflacionária nos Estados Unidos e na Europa. O mercado entende que uma commodity menos pressionada reduz o risco de manutenção prolongada dos juros elevados pelo Federal Reserve.
Mesmo assim, investidores seguem atentos aos próximos dados americanos, especialmente o PCE e o PIB dos EUA. Esses indicadores devem ajudar a calibrar as expectativas para os próximos passos da política monetária americana.
Na Europa, dirigentes do BCE também voltam ao radar após semanas marcadas pelo choque energético causado pela guerra no Oriente Médio. O comportamento da inflação global segue sendo o principal vetor para juros e moedas.
IPCA-15 entra no radar e mexe com apostas para a Selic
No cenário doméstico, o IPCA-15 de maio deve ganhar protagonismo nos próximos dias. O indicador será importante para avaliar se a inflação brasileira continua desacelerando mesmo em meio à volatilidade externa.
Parte do mercado ainda acredita em espaço para cortes adicionais da Selic ao longo do segundo semestre. Porém, o Banco Central mantém discurso cauteloso diante das incertezas fiscais e da desancoragem das expectativas.
Além da inflação, investidores acompanham dados fiscais e sinais do governo sobre controle de gastos. A combinação entre cenário externo e percepção fiscal continua sendo determinante para o comportamento do dólar hoje.
Debate sobre escala 6×1 volta ao centro das atenções políticas
O governo federal intensifica as discussões sobre o fim da escala 6×1, tema que voltou a ganhar força no Congresso e entre as centrais sindicais. A proposta prevê redução gradual da jornada semanal sem corte salarial.
O assunto ganhou peso político após declarações do ministro Luiz Marinho, que defendeu negociação ampla para implementação das mudanças. O tema também começa a aparecer com mais frequência no debate eleitoral de 2026.
Embora tenha impacto mais político no curto prazo, investidores acompanham possíveis efeitos sobre produtividade, consumo e custos das empresas. O mercado monitora qualquer medida que possa alterar as expectativas fiscais e econômicas.
Bolsa brasileira tenta reação com ajuda do ambiente externo
A melhora no humor internacional pode ajudar o Ibovespa a recuperar parte das perdas recentes, especialmente em setores ligados a commodities e bancos. Petrobras tende a acompanhar os movimentos do petróleo ao longo da sessão.
O câmbio também pode encontrar algum alívio caso o fluxo externo para emergentes volte a ganhar força. Ainda assim, a volatilidade segue elevada diante das incertezas geopolíticas e da agenda econômica carregada da semana.
Com investidores mais sensíveis aos dados de inflação e atividade, o mercado brasileiro deve continuar reagindo rapidamente a qualquer mudança no cenário internacional. O dólar hoje permanece diretamente ligado ao comportamento do petróleo e dos juros globais.
Por que o dólar hoje está mais estável?
O dólar hoje reage à queda do petróleo e à melhora parcial do humor externo, que reduzem a busca global por proteção e favorecem moedas emergentes.
Como a queda do petróleo impacta os mercados?
O petróleo mais baixo reduz temores inflacionários, melhora expectativas para juros globais e ajuda ativos de risco como bolsa e moedas de países emergentes.
O IPCA-15 pode mudar a trajetória da Selic?
Sim. Um IPCA-15 mais fraco reforça apostas de cortes na Selic, enquanto uma inflação mais pressionada pode manter o Banco Central em postura cautelosa.