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14 dicas de imposto de renda para evitar erros na declaração

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Homem seguindo as dicas de imposto de renda
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Declarar o Imposto de Renda de forma correta é essencial para evitar erros, multas e inconsistências com a Receita Federal. Com mudanças nos prazos e nas regras de declaração, estar bem informado faz toda a diferença. Neste guia, reunimos algumas dicas para o imposto de renda em 2026 que vão ajudar a organizar documentos, identificar rendimentos, controlar despesas dedutíveis e aproveitar oportunidades legais para reduzir a carga tributária, garantindo uma declaração precisa e tranquila.

Como evitar erros na declaração do imposto de renda

Preencher a declaração do Imposto de Renda pode gerar dúvidas, mas alguns cuidados simples fazem toda a diferença. Organizar documentos, conferir rendimentos, revisar informações e aproveitar a declaração pré-preenchida tornam o processo mais rápido, seguro e eficiente. Seguindo boas práticas, você reduz inconsistências e diminui significativamente o risco de cair na malha fina.

Para ajudar, reunimos 15 dicas essenciais para o imposto de renda 2026, que vão orientar sua declaração de forma prática, garantindo conformidade com a Receita Federal e aproveitando todas as oportunidades legais de dedução.

1. Não perca o prazo da declaração

A primeira dica é simples: respeite prazo para declarar o Imposto de Renda. Em 2026, a declaração deve ser entregue até 29 de maio.

Deixar para os últimos dias também aumenta os riscos: além de pagar multa por atraso, o sistema da Receita Federal costuma ficar mais lento ou instável, o que pode gerar estresse e erros na hora de enviar.

Outro ponto importante é a restituição do IRPF. Declarar cedo aumenta suas chances de receber nos primeiros lotes, agilizando o retorno do seu dinheiro. Por isso, organize seus documentos com antecedência e evite deixar tudo para o último momento.

2. Separe todos os documentos

Em geral, os principais documentos para a declaração, são:

  • Documentos pessoais (CPF, RG, título de eleitor, etc);
  • Informes dos rendimentos do empregador em caso de vínculo empregatício;
  • Comprovante de rendimento do banco comercial;
  • Comprovante de rendimento proveniente da corretora em caso de investimentos no Brasil ou exterior;
  • Comprovantes de despesas que podem ser abatidas (médicas, escolares, entre outras);
  • Informações do dependente;
  • Comprovantes de bens (imóvel, carro, entre outros).

3. Use a declaração pré-preenchida da Receita Federal

Usar a declaração pré-preenchida é uma das dicas de imposto de renda mais práticas para reduzir erros no preenchimento. Esse modelo importa automaticamente várias informações, como rendimentos, despesas médicas, bens, direitos, dívidas e dados de dependentes, diminuindo divergências e o risco de cair na malha fina.

Além disso, quem utiliza a declaração pré-preenchida costuma ter prioridade no recebimento da restituição. Para acessar o recurso, é necessário ter uma conta Gov.br nível Prata ou Ouro e entrar pelo aplicativo da Receita Federal.

Contudo, mesmo com os dados importados automaticamente, o contribuinte deve revisar todas as informações antes de enviar a declaração. A responsabilidade final pelos dados informados é sempre de quem faz o envio, portanto, verifique se todos os valores estão corretos e complete os campos que estiverem faltando.

4. Informe corretamente seus dependentes

Informar os dependentes corretamente é muito importante para evitar inconsistências na declaração. Muitos contribuintes esquecem de incluir dependentes ou preenchem os dados de forma incompleta, o que pode gerar divergências com as informações da Receita Federal.

Ao incluir um dependente, você deve declarar todos os dados relacionados a ele, como CPF, rendimentos, despesas dedutíveis e até bens, se houver. Se faltar alguma informação, sua declaração pode cair na malha fina. 

5. Saiba quais são os valores de seu patrimônio

É fundamental declarar os valores reais do seu patrimônio, não apenas uma estimativa ou o que você acredita que ele valha. Para isso, tenha sempre à mão os documentos oficiais que comprovem esses valores.

Isso se aplica a imóveis, veículos, investimentos e outros bens. Utilize o valor de aquisição registrado nos contratos ou comprovantes da época da compra, garantindo que a declaração esteja correta e em conformidade com a Receita Federal.

6. Preste atenção em seus investimentos nacionais e internacionais

No caso de investimentos no Brasil, a tributação varia conforme o tipo de ativo. Aplicações de renda fixa, como CDB e Tesouro Direto, seguem a tabela regressiva de Imposto de Renda, com alíquotas entre 22,5% e 15%. Já as ações possuem alíquota de 15% sobre o lucro nas operações comuns e 20% no day trade, com isenção para vendas mensais de até R$ 20 mil. Fundos imobiliários pagam 20% de imposto sobre o ganho na venda das cotas.

Para investimentos no exterior, a regra atual determina a tributação de 15% sobre os rendimentos obtidos, como lucros com ações, fundos, dividendos e variação cambial positiva. Além disso, não existe mais isenção para vendas de ações no exterior, independentemente do valor negociado, e não há mais distinção entre renda e ganho de capital. 

7. Declare contas e bens corretamente

O contribuinte deve declarar todas as contas bancárias no Brasil – conta corrente, conta de pagamento e conta poupança – com saldo igual ou superior a R$ 140 em 31 de dezembro de 2025. 

Casal calculando imposto de renda
Manter comprovantes e revisar rendimentos ajuda evitar erros na declaração do Imposto de Renda.

Para preencher corretamente,  registre as contas na ficha Bens e Direitos com os códigos adequados. Contas correntes e contas de pagamento ficam no Grupo 06 – Depósitos à vista e numerário, Código 01, enquanto contas poupança devem ser informadas no Grupo 04 – Aplicações e investimentos, Código 01.

Quem possui uma conta no exterior também não pode esquecer de incluí-la em sua declaração. Essa conta deve ser informada na ficha Bens e Direitos – Depósito bancário em conta corrente no exterior. Além disso, você precisa inserir o país em que se encontra a conta e a quantia do saldo do dia 31 de dezembro de 2025. 

8. Não esqueça dos rendimentos isentos

Um dos erros comuns no IRPF é que muitos contribuintes deixam de informar rendimentos isentos por acharem que eles não precisam constar na declaração. No entanto, é necessário declarar no Imposto de Renda mesmo os rendimentos que não geram imposto, rendimentos como indenizações, doações, bolsas de estudo e lucros de empresas isentas de tributação.

Esses dados servem para a Receita cruzar informações e manter sua situação regular. Portanto, fique atento e não omita nenhuma fonte de renda.

9. Cuidado com a digitação

Um número digitado errado, um nome incompleto ou um valor informado no campo incorreto pode causar divergências com as informações enviadas por empresas, bancos e outras instituições. Por isso, preencha cada campo com calma e atenção.

Além disso, revise dados como CPF, CNPJ das fontes pagadoras, códigos de pagamentos e valores declarados. Também confira se cada informação está registrada no campo correto antes de finalizar o envio da declaração.

10. Escolha entre modelo simplificado ou completo

Ao declarar o Imposto de Renda, é preciso decidir entre a declaração completa ou simplificada, já que cada um possui regras diferentes de dedução. Entender qual opção é mais vantajosa para o seu perfil faz toda a diferença.

O modelo simplificado aplica um desconto padrão de 20% sobre os rendimentos tributáveis, limitado a R$ 16.754,34, sendo indicado principalmente para quem tem poucas despesas dedutíveis.

Já o modelo completo permite informar todas as despesas dedutíveis, como gastos com saúde, educação, dependentes e previdência privada. Essa opção costuma ser mais vantajosa para quem possui muitas despesas que podem reduzir o imposto devido.

11. Declare corretamente despesas médicas

Despesas médicas estão entre os pontos que mais geram inconsistências no Imposto de Renda. Para evitar problemas, informe apenas despesas que realmente são dedutíveis, como atendimentos com médicos, dentistas, fisioterapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. Utilize sempre os valores exatos que aparecem nos recibos ou notas fiscais.

Casal incluindo registros médicos no imposto de renda
Para evitar inconsistências, declare somente despesas médicas dedutíveis e valores corretos dos recibos.

Também verifique se o CPF ou CNPJ do profissional ou da clínica está correto.

12. Atualize informações de bens financiados

Para imóveis ou veículos financiados, registre apenas os valores efetivamente pagos ao longo do ano, sem incluir o total do financiamento como quitado.

Na ficha de Bens e Direitos, mantenha o valor do ano anterior e adicione somente as parcelas pagas no ano-calendário. Assim, o valor do bem cresce gradualmente de acordo com os pagamentos, garantindo uma declaração precisa e em conformidade com a Receita Federal.

13. Faça com um contador

Se você não tem experiência ou se sua declaração é mais complexa, o ideal é contar com um contador. Esse profissional conhece todas as regras, prazos e detalhes que fazem a diferença. Com a ajuda dele, você evita erros e garante que tudo será feito da forma correta.

Além de mais tranquilidade, você evita cair na malha fina, ganha tempo e evita surpresas desagradáveis com a Receita Federal.

14. Revise tudo antes de enviar

Revisar a declaração antes do envio é muito importante para evitar erros e inconsistências. Uma conferência final ajuda a identificar falhas simples que podem passar despercebidas durante o preenchimento.

Sempre confira todos os dados pessoais, valores, códigos e campos preenchidos. Se possível, peça para outra pessoa revisar ou utilize os recursos de conferência do próprio sistema da Receita.

Erros mais comuns no imposto de renda

Ao preencher a declaração, alguns erros podem gerar inconsistências e causar problemas depois do envio. Para evitar pendências com a Receita Federal, é importante conhecer as falhas mais comuns e adotar cuidados simples durante o preenchimento da declaração. Entenda quais são:

  • Omitir rendimentos: muitos contribuintes esquecem de declarar salários, aluguéis, trabalhos extras ou rendimentos de dependentes. Para evitar esse erro, utilize todos os informes de rendimentos e confira se cada fonte pagadora foi incluída;
  • Informar valores diferentes dos informes: isso pode gerar divergências com os dados enviados por empresas e bancos. Por isso, sempre copie os números exatamente como aparecem nos informes oficiais.
  • Declarar dependentes sem informar os rendimentos deles: todos os rendimentos e despesas relacionados a ele devem aparecer na declaração. Revise essas informações antes de enviar;
  • Erro ao declarar despesas médicas: gastos com saúde precisam ter recibos ou notas fiscais válidas. Informe apenas despesas comprovadas e confira o CPF ou CNPJ do profissional ou da clínica;
  • Esquecer investimentos ou ganhos na bolsa: operações em bolsa, renda fixa ou investimentos no exterior precisam aparecer na declaração;
  • Preencher códigos ou campos incorretos: cada tipo de rendimento, bem ou despesa possui um código específico. Para evitar erros, utilize o próprio programa da Receita, que orienta o preenchimento correto.

Perguntas frequentes

Como não errar na declaração do imposto de renda?

Organize todos os documentos antes de começar, utilize os informes de rendimento oficiais e declare todos os ganhos recebidos no ano. Além disso, revise valores, dados pessoais e informações das fontes pagadoras antes de enviar a declaração.

Como evitar cair na malha fina?

Separe seus documentos e de seus dependentes, atente-se a erros de digitação, preste atenção em seus investimentos nacionais e internacionais, declare suas contas no exterior e, caso sinta a necessidade, conte com o apoio de um contador.

Quais cuidados devo ter ao declarar o Imposto de Renda?

Preencha a declaração com atenção, informe corretamente dependentes, investimentos e bens, e utilize dados dos documentos oficiais. Também revise todas as informações para evitar erros ou inconsistências.

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