Malta: conheça tudo sobre a ilha que fala inglês na Europa
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Existe um lugar paradisíaco no meio do Mediterrâneo. Um destino que pode ser o cenário ideal para um intercâmbio. A ilha de Malta encanta com suas águas cristalinas e história milenar. A nação se destaca como uma joia europeia onde o inglês é falado por todos.
Mergulhar na cultura maltesa é uma experiência única, com paisagens que convidam à exploração e ao aprendizado. Descubra os segredos deste arquipélago fascinante.
A jornada pelo conhecimento de Malta começa agora!
Onde fica Malta?
Malta é um país insular europeu, que se localiza na região central do Mar Mediterrâneo. O arquipélago está situado ao sul da ilha da Sicília, na Itália. A distância entre os dois é de aproximadamente 90 quilômetros. A nação também se encontra a leste da Tunísia, no norte da África.

Essa posição geográfica estratégica marcou profundamente a história do país. Malta serviu como um ponto de conexão e refúgio para diversas civilizações ao longo dos séculos. Sua localização privilegiada o tornou um centro de rotas comerciais e militares.
O país é um dos menores do mundo: a área total é de apenas 316 quilômetros quadrados; e a população é de cerca de 450 mil habitantes.
As cidades são próximas umas das outras — o deslocamento entre elas se assemelha à locomoção entre bairros de uma cidade grande brasileira. Essa característica facilita a exploração completa do território durante uma estadia.
Um arquipélago de três ilhas: Malta, Gozo e Comino
O país é formado por um conjunto de ilhas — as três principais e habitadas são Malta, Gozo e Comino.
Malta
A ilha de Malta é a maior e mais populosa. Ela abriga a capital, Valletta, e os principais centros urbanos e comerciais. É nela que a maioria dos intercambistas e turistas se concentra. A vida agitada e as principais escolas de idiomas estão aqui.
Gozo
Gozo é a segunda maior ilha, e oferece um ambiente mais rural e tranquilo. Suas paisagens são repletas de colinas e campos verdes. A vida em Gozo tem um ritmo mais lento. É o lugar perfeito para quem busca calmaria e contato com a natureza.
Comino
Comino, a menor das três, é praticamente inabitada. A ilha é famosa por suas lagoas de águas transparentes. A Blue Lagoon é sua atração mais célebre; um verdadeiro paraíso para mergulho e passeios de barco.
Quais idiomas são falados em Malta?
Malta tem duas línguas oficiais: o maltês e o inglês dividem o posto.
Maltês é a língua nacional de Malta
O maltês é a língua nacional e tem uma origem fascinante. É um idioma semítico, derivado de um dialeto árabe medieval — contudo, ele utiliza o alfabeto latino.
Sua sonoridade e vocabulário receberam fortes influências. Palavras do italiano, siciliano, francês e inglês foram incorporadas ao longo do tempo. Ouvir uma conversa em maltês revela essa rica mistura cultural.
Inglês é herança do período colonial britânico em Malta
O inglês, por sua vez, é uma herança do período colonial britânico. O domínio do Reino Unido durou mais de 150 anos. O idioma se consolidou na educação, na administração e nos negócios.
Hoje, praticamente toda a população maltesa é bilíngue. Os habitantes locais falam inglês com fluência. Eles alternam entre os dois idiomas com naturalidade em suas conversas diárias.
Vale a pena fazer um intercâmbio em Malta?
Com certeza! Malta é um dos principais destinos europeus para intercâmbio. O país se especializou em receber estudantes do mundo todo. A combinação de ensino de qualidade e custo de vida acessível atrai muitos jovens.

As escolas de inglês são modernas e bem estruturadas, e oferecem uma vasta gama de cursos. Há opções para todos os níveis, do básico ao avançado. Os programas podem ser intensivos ou de longa duração.
A maioria das escolas se localiza em St. Julian’s e Sliema. Essas cidades são vibrantes e cheias de vida estudantil.
As turmas costumam ser pequenas, com média de dez alunos por sala. Essa configuração permite uma atenção maior dos professores.
A única língua permitida em aula é o inglês. O método de ensino foca no desenvolvimento das quatro habilidades: leitura, escrita, audição e fala são trabalhadas intensamente.
Estudo e trabalho em Malta
Desde 2018, as regras para estudantes se tornaram mais flexíveis em Malta. Alunos de fora da União Europeia podem trabalhar. A permissão é válida para quem se matricula em cursos com mais de três meses.
A carga horária do curso deve ser de no mínimo 15 horas semanais. O estudante pode trabalhar até 20 horas por semana. A autorização de trabalho, no entanto, só começa a valer após os primeiros 90 dias de estudo.
Essa oportunidade ajuda a cobrir parte dos custos de vida na ilha. As vagas geralmente se concentram no setor de turismo e hospitalidade — restaurantes, bares e hotéis são os maiores empregadores.
A experiência de trabalho enriquece o intercâmbio, proporcionando uma imersão cultural ainda mais profunda. O contato com o ambiente profissional maltês aprimora o idioma.
Como é a gastronomia em Malta?
A culinária maltesa é uma deliciosa fusão de sabores mediterrâneos. As influências são muitas e variadas: a proximidade com a Itália garante a presença de massas e risotos; a herança árabe aparece no uso de especiarias e grãos; o período britânico deixou seu legado em tortas e assados.
A comida é rústica, sazonal e muito saborosa, e os ingredientes frescos são a base de tudo.
O peixe é um protagonista constante nos cardápios. A lampuki, ou dourado, é uma especialidade local. O coelho (fenek) é considerado o prato nacional. Ele é tradicionalmente cozido lentamente em vinho e alho.
Outro item indispensável na mesa maltesa é o pão (ħobż). Ele tem uma casca crocante e um miolo incrivelmente macio. É comum ser servido com azeite, tomate e outros acompanhamentos.
Sabores que contam histórias
Passear pelas ruas de Malta é encontrar delícias a cada esquina. O pastizz é o salgado mais popular: uma massa folhada recheada com ricota ou purê de ervilhas. É uma opção rápida, barata e deliciosa para qualquer hora do dia.
Outra iguaria é a ftira, uma espécie de pão achatado, semelhante a uma pizza. Ele é recheado com ingredientes como atum, azeitonas, alcaparras e batatas.
Os mercados locais, como o de Marsaxlokk, são um espetáculo. Barracas vendem peixes frescos, frutos-do-mar, queijos e vegetais. Os restaurantes familiares oferecem uma experiência autêntica. Eles servem pratos preparados com receitas passadas por gerações.
A gastronomia de Malta é uma jornada por si só — uma forma de conhecer a alma do país através do paladar.
Qual é a moeda de Malta?
A moeda oficial de Malta é o Euro (€). O país adotou a moeda única europeia em 1º de janeiro de 2008. A transição substituiu a antiga Lira Maltesa (MTL).
A adesão à zona do Euro integrou Malta ainda mais à economia do continente. Para viajantes e estudantes, a utilização do Euro simplifica as coisas. Não há necessidade de se preocupar com conversões complexas ao viajar para outros países da União Europeia.
Planejamento financeiro para a viagem a Malta
O custo de vida em Malta é consideravelmente mais alto do que em muitos outros países, especialmente nas áreas de moradia, alimentação e transporte.
Moradia é um dos maiores custos em Malta. O aluguel de um apartamento de um quarto no centro da cidade custa em média € 973, enquanto fora do centro o valor fica em torno de € 815. Para um apartamento de três quartos no centro, o aluguel chega a € 1.640, e fora do centro, € 1.285.
Alimentação também pesa no orçamento. Uma refeição simples em um restaurante pode variar entre € 10 e € 25, e um jantar para duas pessoas em restaurante de médio porte custa entre € 45 e € 120. Bebidas como uma cerveja de 0,5L custam cerca de € 3,55, e um café regular, € 2,45. Nos mercados, 1 litro de leite custa cerca de € 1,14, e 1kg de arroz, € 3,11.
Transporte é caro, embora os preços de gasolina sejam acessíveis, cerca de € 1,34 por litro. Uma passagem de transporte público custa €2, e um táxi tem tarifa inicial de € 5, com € 2 por quilômetro.
Em relação a utilidades, os custos mensais para um apartamento de 85 m² são em média € 90, enquanto a internet custa cerca de € 31,13 para uma conexão de 60 Mbps.
Portanto, o custo de vida em Malta é elevado, especialmente com moradia e alimentação, o que exige um planejamento financeiro mais cuidadoso para quem deseja viver ou visitar o país.
Como é o clima em Malta?
Malta desfruta de um clima mediterrâneo típico. Os verões são quentes, secos e ensolarados. Os invernos são amenos e com maior incidência de chuvas. O país se orgulha de ter mais de 300 dias de sol por ano.

Essa característica o torna um destino agradável em qualquer estação. A chuva é rara durante os meses de verão. O sol brilha intensamente de junho a setembro.
Verão em Malta ultrapassa os 30 °C
As temperaturas no verão podem ser bastante altas. Frequentemente, os termômetros ultrapassam os 30 °C. Em julho e agosto, picos próximos a 40 °C podem ocorrer. A brisa do mar ajuda a amenizar a sensação de calor.
Inverno em Malta fica em torno de 10 °C a 15 °C
O inverno, de dezembro a fevereiro, é suave. As temperaturas diurnas ficam em torno de 10 °C a 15 °C. Neve é um fenômeno inexistente na ilha. O principal fator no inverno é o vento, que pode ser forte e aumentar a sensação de frio.
Primavera e outono em Malta são estações agradáveis
A primavera e o outono são estações muito agradáveis. Março, abril e maio marcam a primavera. O clima é ameno e a paisagem fica mais verde e florida. É um período excelente para caminhadas e atividades ao ar livre.
Setembro, outubro e novembro compõem o outono. As temperaturas continuam quentes, mas menos intensas que no verão. A água do mar ainda está com uma temperatura convidativa para um mergulho.
Essas estações intermediárias são ideais para quem prefere evitar multidões. O fluxo de turistas é menor que na alta temporada de verão. Os preços de acomodação e voos também podem ser mais baixos.
O clima em Malta permite aproveitar as belezas naturais o ano inteiro. Cada estação oferece uma perspectiva diferente da ilha.
Como chegar a Malta saindo do Brasil?
Não existem voos diretos que liguem as cidades brasileiras ao arquipélago maltês. Portanto, o trajeto sempre inclui ao menos uma conexão em alguma cidade europeia.
O único aeroporto do país, o Aeroporto Internacional de Malta (MLA), fica perto da capital Valletta. Ele recebe voos de diversas partes da Europa, o que facilita a etapa final da viagem.
A duração total da viagem pode variar bastante. Fatores como a cidade de partida no Brasil e o tempo de espera na conexão influenciam o tempo — em média, o percurso leva entre 15 e 20 horas.
As principais companhias aéreas europeias operam rotas que partem do Brasil. Empresas como TAP, Latam, Air France, KLM e Turkish Airlines oferecem opções com paradas em seus respectivos centros de operação. A escolha da rota pode definir o início da aventura europeia.
Principais rotas e conexões
As cidades europeias que servem como ponte para Malta são muitas. Lisboa, Roma, Madri, Paris, Amsterdã e Istambul estão entre as mais comuns.
A partir desses grandes aeroportos, o voo para Malta é curto — geralmente, dura entre uma e três horas. Muitas companhias aéreas, inclusive as de baixo custo como a Ryanair, operam esses trechos finais. Essa variedade de opções permite flexibilidade na hora de montar o roteiro.
Pesquisar as passagens com antecedência é uma boa prática. Comparar os preços e as durações dos voos ajuda a encontrar a melhor alternativa. Alguns viajantes aproveitam a conexão para conhecer outra cidade europeia. Um stopover de um ou dois dias pode enriquecer ainda mais a viagem.
A chegada a Malta pelo ar já revela a beleza da ilha. A vista da costa e das águas azuis é um belo cartão de boas-vindas.
Brasileiros precisam de visto para viajar para Malta?
Brasileiros não necessitam de visto para estadias de curta duração em Malta. É possível permanecer em Malta e em outros países do Espaço Schengen por até 90 dias. A permissão é concedida para fins de turismo ou cursos de curta duração. Ao chegar ao país, é preciso apresentar alguns documentos, entre eles, o passaporte com validade superior a seis meses.
Outros comprovantes que podem ser solicitados pelas autoridades de imigração:
- passagem aérea de ida e volta;
- comprovante de acomodação, como reserva de hotel ou carta da escola;
- meios financeiros para se manter no país durante a estadia;
- um seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros — ele deve ser válido para todo o Espaço Schengen.
Visto de estudante para longa duração
Para cursos com duração superior a 90 dias, o visto de estudante é necessário. O processo de solicitação acontece já em Malta.
O estudante entra no país como turista. Antes do término do período de 90 dias, ele deve aplicar para a extensão da permanência. O pedido é feito junto às autoridades de imigração maltesas. A escola de idiomas fornece o suporte e a documentação necessária.
Os documentos para o visto de estudante incluem:
- carta de aceitação da escola;
- comprovante de pagamento integral do curso;
- comprovação financeira para todo o período de estudos;
- comprovante de acomodação e seguro saúde.
Uma vez que o visto de estudante é aprovado, o intercambista pode solicitar a permissão de trabalho. O processo exige planejamento e organização.
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Resumindo
A que país pertence Malta?
Malta não pertence a nenhum outro país. É uma nação totalmente independente e soberana, uma república localizada no Mar Mediterrâneo. Desde 2004, o arquipélago é um estado-membro da União Europeia, consolidando sua posição como um país europeu.
Qual o idioma da ilha de Malta?
Malta tem duas línguas oficiais: o maltês e o inglês. O maltês é a língua nacional de origem semítica, enquanto o inglês é uma herança do período britânico. Praticamente toda a população é bilíngue, o que facilita a comunicação para visitantes.
Qual é a moeda de Malta?
A moeda oficial de Malta é o Euro (€), adotado em 2008 em substituição à antiga Lira Maltesa. A adesão à moeda única europeia integrou o país à economia do continente e simplificou as transações para viajantes e estudantes de outros países da Europa.
