O que é volatilidade e sua influência nos investimentos

por Remessa Online
3 minutos de leitura
Volatilidade: Mãos sobre papéis com gráficos e calculadora.

A volatilidade é um termo comum no mercado financeiro, que retrata as altas e baixas dos investimentos. Ela torna as aplicações financeiras mais arriscadas, mas também permite obter ganhos expressivos. Basta saber usá-la a seu favor.

Aí está o X da questão. Afinal, muitas pessoas têm dificuldade de usar a volatilidade nos investimentos e acaba tendo prejuízos significativos. Por que isso acontece?

Existem vários fatores. O pouco conhecimento sobre o mercado e a alocação do dinheiro em aplicações diferentes do seu perfil de investidores são dois motivos. Ainda tem mais.

Esses aspectos serão demonstrados ao longo deste post. Que tal saber mais e aumentar suas chances de sucesso?

O que é volatilidade?

A volatilidade é definida pelo Dicionário Michaelis como “medida da estabilidade de um índice econômico ou do preço de uma ação, título ou mercadoria”. Um sinônimo dessa palavra seria oscilação.

Apesar de ser aplicável a diferentes setores, estamos falando aqui da volatilidade no mercado financeiro. Nesse cenário, o termo se refere à frequência e à intensidade das mudanças no preço de um ativo em determinado período.

Ao observar a modificação histórica no valor de um ativo, é possível ter uma ideia do que pode acontecer no futuro. Aqui, é importante lembrar de que dados passados não garantem o futuro.

De toda forma, é uma boa estratégia fazer essa avaliação para saber quando é o período certo para arriscar. Quando for identificado que um ativo é muito volátil, você já sabe que precisa tomar mais cuidado.

Por isso, volatilidade e risco estão diretamente relacionados. Quanto maior for a oscilação de um papel, mais ele é indicado para investidores arrojados.

Como a volatilidade funciona?

Para medir a volatilidade nos investimentos, é preciso fazer um cálculo específico. Ele avalia a remuneração diária de um ativo em determinado período para definir o seu desvio padrão médio.

O resultado é uma porcentagem que representa a oscilação da aplicação financeira. É importante que todos os investimentos sofram impactos dessas mudanças de preço.

No entanto, alguns estão mais suscetíveis do que outros. Portanto, há uma mudança da força da variação. Ainda assim, esse conceito é pouco verificado na renda fixa, já que sua influência é significativamente menor.

Ela é mais importante para a renda variável. Nesse caso, é preciso fazer uma análise para identificar o nível de volatilidade do ativo. Essa avaliação será a técnica, se o seu objetivo for o investimento em curto ou médio prazo.

Por outro lado, se quiser fazer uma análise de longo prazo, o ideal é adotar a análise fundamentalista. Em qualquer um dos casos, a diversificação é sempre a melhor estratégia. Com ela, você aumenta seu potencial de retorno ao mesmo tempo que diminui o risco corrido.

Como ela impacta os investimentos?

Como estamos falando até aqui, a volatilidade tem tudo a ver com o mercado financeiro. Ela está relacionada ao risco e é diretamente proporcional a ele. Ou seja, quanto maior ele for, maior é o seu potencial de lucro.

Por esse motivo, esse conceito tem uma aplicação mais clara na renda variável, que é imprevisível. Nesse mercado, existem duas situações:

  1. Ativos que valorizam menos, mas têm um histórico de rentabilidade positiva no longo prazo;
  2. Ativos que oscilam de forma negativa em alguns meses, mas superam muito o seu benchmark em outros. Nesse caso, existem oportunidades de curto prazo, em que você poderá ter um desempenho bem superior à média.

Para entender qual é a situação do título, o ideal é fazer a análise de cada caso. Entre as possibilidades de ativos que sofrem oscilação de mercado estão:

  1. Ações;
  2. Fundos imobiliários;
  3. Moeda estrangeira;
  4. Contratos de mercado futuro.

Quais são os tipos de volatilidade nos investimentos?

Para entender bem esse conceito e sua aplicação no mercado financeiro, é preciso saber que existem diferentes tipos de volatilidade. As principais são:

Volatilidade cambial

Está relacionada às movimentações ocorridas nas taxas de câmbio. De modo geral, ela é determinada pela variação do dólar. Afinal, a moeda americana é a referência para a maioria das negociações.

Com isso, os investidores e as empresas que dependem da sua cotação ou que negociam contratos de exportação são impactados. Devido a suas características, a volatilidade cambial estimula a expectativa inflacionária.

Isso acontece porque muitos produtos, insumos e matérias-primas são importados. Assim, é um tipo de oscilação que impacta toda a economia internacional.

Volatilidade implícita

Calcula a previsão de oscilação de preços de um ativo no futuro. Chega-se ao resultado a partir das informações do preço subjacente no mercado futuro ou de derivativos. Também é comum no mercado de opções.

Volatilidade histórica

Consiste no desvio padrão anualizado. Para determiná-la, é preciso multiplicar o desvio padrão pela raiz quadrada do tempo. O objetivo é saber quando a cotação fica longe da média.

Esse é um cálculo útil para definir, por exemplo, os níveis de sobrevenda ou sobrecompra no mercado de ações. Também ajuda a determinar os stops e a definição de alvos.

Vale a pena destacar que a volatilidade histórica já é conhecida no mercado. Por isso, não é preciso fazer cálculos complexos. Basta utilizá-la como referência de expectativa.

Volatilidade real

Também chamada de futura, é calculada pela cotação do ativo subjacente no mercado futuro. Ela representa a variação verdadeira ocorrida no preço do título. Por isso, assim que é conhecida, transforma-se em volatilidade histórica.

Quais são os riscos da volatilidade nos investimentos?

A oscilação nos preços dos ativos provoca riscos. Muitas vezes, é possível ganhar bastante. Em outras, a perda é muito significativa. Por isso, é necessário saber que sempre haverá volatilidade.

Apesar disso, os dois conceitos não são equivalentes, eles apenas andam de mãos dadas. No caso da renda fixa, você sabe o que vai ganhar na data de vencimento.

Pode ser um percentual predeterminado ou a variação de um indexador, como a Selic ou o Certificado de Depósito Interbancário (CDI). Na renda variável, acontece o contrário.

Nesse caso, vários aspectos interferem na oscilação do preço de um ativo. Por exemplo, em uma ação, a informação sobre o balanço de uma empresa pode fazer a cotação aumentar ou diminuir.

Por sua vez, um fundo de investimento segue um benchmark. Se for o Ibovespa, por exemplo, uma variação desse indicador pode fazer os resultados do fundo ficarem acima ou abaixo do esperado.

Assim, a volatilidade ajuda o investidor a identificar o potencial de perdas ao alocar seu dinheiro em determinado ativo. Dentro desse conceito, os principais riscos corridos por um investidor são:

  1. Volatilidade da cotação: o preço do ativo pode mudar a qualquer momento. No caso da renda fixa, a remuneração permanece igual, mas o preço pode variar;
  2. Volatilidade da rentabilidade: o retorno pode ser modificado a qualquer momento. Para as ações, a variação da cota é a mesma do rendimento;
  3. Volatilidade da empresa: relaciona-se ao emissor do papel devido à possibilidade de falência.

Como usar a volatilidade a favor?

A melhor forma de alcançar esse patamar é entender como o mercado financeiro funciona e o que as oscilações de preço dos ativos representam. Essa pode ser uma tarefa difícil, mas que se torna mais fácil com o passar do tempo.

O foco deve ser a educação financeira. Somente dessa forma é possível traçar estratégias específicas e evitar imprevistos. Nesse contexto, vale a pena tomar alguns cuidados, como:

  1. Investidores de curto prazo tendem a sofrer mais com a volatilidade;
  2. Investidores de fundos podem resgatar seu capital, se os ativos sofrerem uma queda considerável. Com isso, pode haver dificuldade na sobrevivência do fundo;
  3. O índice de Sharpe é o melhor indicador para verificar se a volatilidade compensa o investimento. Ele traz a performance histórica do ativo para tomar a decisão mais adequada;
  4. Diversificação ainda é a regra de ouro dos investimentos, tanto para combater os efeitos da volatilidade quanto para aumentar o seu potencial de retorno.

Todas essas regras também valem para investimentos realizados no exterior. Nesse caso, além de fazer a análise, lembre-se de contar com uma plataforma de transferências internacionais.

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Agora, você já sabe tudo o que precisa para usar a volatilidade a seu favor e ter mais sucesso nas suas empreitadas. Mais do que isso, sabe como fazer transferências internacionais para alocar seu dinheiro em outro país. É só colocar as dicas em prática e esperar os resultados.

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Resumindo

O que é volatilidade no mercado financeiro?

É um conceito que mede a capacidade de oscilação do preço de um ativo em determinado período.

O que é volatilidade do fundo?

Os fundos alocam os recursos em diferentes ativos. Conforme a oscilação dos papéis, é determinado seu desempenho.

Como calcular a volatilidade de um fundo de investimento?

Existem vários aspectos a analisar. De modo geral, vale a pena observar o histórico para ter uma ideia do que pode acontecer no futuro.  

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