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Reunião do Copom mantém a Selic em 15% em janeiro

Reunião do Copom hoje deve manter a Selic em 15% em janeiro

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A reunião do Copom hoje resultou na manutenção da Selic em 15%, reforçando a postura cautelosa do Banco Central. Apesar da melhora do cenário inflacionário, com câmbio estável e atividade mais fraca, a política monetária segue restritiva. O IPCA abaixo do teto da meta confirmou uma leitura já antecipada pelo mercado. Ainda assim, os juros permanecem em nível elevado.

Os efeitos já aparecem na economia. O PIB cresceu apenas 0,1% no terceiro trimestre, indicando desaceleração, enquanto o mercado de trabalho começa a perder fôlego. No câmbio, a decisão tende a ter impacto limitado, pois a manutenção da Selic já havia sido precificada. Para os investidores, o juro alto segue favorecendo a renda fixa.

Reunião do Copom traz impacto para a economia nacional

O Comitê de Política Monetária optou, nesta quarta-feira (28), pela manutenção da taxa básica de juros, a Selic.

Apesar do contínuo arrefecimento dos riscos inflacionários ao longo do segundo semestre, sustentado pela maior estabilidade do câmbio, próximo de R$5,20, e por sinais mais claros de desaceleração da atividade econômica, a autoridade monetária manteve a postura conservadora. Nesse contexto, o mercado passou a considerar, e acertou, a possibilidade de o IPCA encerrar o ano dentro da banda de tolerância, com a inflação efetivamente abaixo do teto da meta pela primeira vez desde 2023.

A manutenção da Selic, por sua vez, sustenta uma política monetária fortemente restritiva. Esse ambiente de juros elevados tem pressionado o setor corporativo e ajuda a explicar o aumento dos pedidos de recuperação judicial registrados nos últimos meses.

A decisão desta quarta mantém a Selic no maior nível nominal em aproximadamente 20 anos. E, em que pese os descumprimentos recentes da meta de inflação, a taxa segue excessivamente elevada para o país.

Nesse contexto, a escolha do Copom reflete a avaliação de que a taxa básica já se encontra em nível restritivo, mas que será necessário manter a Selic elevada por muito tempo para que a política monetária traga os efeitos desejados. Em dezembro, a decisão também havia sido de manutenção da taxa em 15% ao ano.

Qual o impacto no dólar após a reunião do Copom

Os efeitos da decisão do Copom sobre o câmbio devem ser limitados. Parte da valorização recente do real já refletia o patamar elevado da Selic, que permanece suficientemente restritiva mesmo diantes das últimas manutenções.

O comportamento do dólar continua fortemente condicionado ao cenário externo. Como já decidido pelo Federal Reserve, o ciclo de cortes de juros foi encerrado, deslocando a atenção do mercado para o tom do comunicado e para eventuais indicações sobre os próximos passos da política monetária americana.

Nesse contexto, a manutenção da Selic, amplamente precificada, deve ter impacto marginal sobre o real, enquanto os fatores internacionais seguem exercendo influência predominante sobre o câmbio no curto prazo.

O que muda no Brasil com os dados da reunião do Copom 

Apesar da elevada taxa de juros, a economia brasileira ainda emite sinais de resiliência, apoiada pelo desempenho do mercado de trabalho e pela força do agronegócio ao longo do ano.

Ainda assim, os sinais de desaceleração tornaram-se mais evidentes. O PIB mostrou crescimento de apenas 0,1% no terceiro trimestre, confirmando o impacto do nível elevado dos juros sobre a atividade econômica.

Mesmo o mercado de trabalho, que segue relativamente sólido, passou a apresentar um processo gradual de acomodação nos últimos meses.

No campo dos investimentos, a manutenção da Selic em 15% continua favorecendo aplicações de renda fixa e estratégias mais conservadoras, incluindo títulos pós-fixados e aplicações em poupança. Esses instrumentos passaram a oferecer retornos mais elevados, refletindo os efeitos do ciclo de aperto monetário conduzido pelo Banco Central.

Próxima reunião do Copom

Na última reunião, realizada nesta quarta (28), O Copom deixou claro que o combate à inflação segue como prioridade. Em declarações recentes, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o diretor de Política Monetária, Nilton David, reforçaram a avaliação de que a Selic deve permanecer no nível atual por muito tempo. Nilton David afirmou, inclusive, que o Comitê está preparado para promover novos ajustes caso o cenário inflacionário volte a se deteriorar.

A próxima reunião do COPOM ocorrerá em março e a expectativa majoritária do mercado é de que os cortes da taxa Selic em 15% aconteçam a partir dessa data. O comunicado expedido na reunião desta quarta reforça a postura cautelosa do Comitê, no entanto, os membros do Copom antevêem o início do ciclo de cortes na segunda reunião de 2026, em março.

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