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Salário mínimo paulista vai para R$ 1.804 e supera o valor nacional

A partir desta terça-feira (1º de julho), o estado de São Paulo passa a ter um novo salário mínimo de R$ 1.804, representando um aumento de 10% em relação ao valor anterior, que era de R$ 1.640.

Com isso, o estado se destaca por ter um piso salarial superior ao salário mínimo nacional de R$ 1.518, vigente em 2025, e figura entre os estados com os maiores salários mínimos do país.

O novo salário mínimo paulista foi provado pela Assembleia Legislativa de São Paulo

O aumento do salário mínimo paulista foi sancionado por meio da Lei 18.153/2025 e aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). O reajuste beneficia trabalhadores que não têm salário definido por convenção ou acordo coletivo.

Quem tem direito ao novo piso paulista?

O novo salário mínimo paulista, de R$ 1.804, atinge mais de 76 categorias profissionais, principalmente nas áreas de serviços, comércio e manutenção.

Alguns dos grupos mais afetados incluem trabalhadores domésticos, motoboys, garçons, pedreiros, vendedores, cabeleireiros e trabalhadores da construção civil, entre outros.

Lista completa de quem tem direito ao reajuste do salário mínimo paulista

  • Trabalhadores domésticos
  • Cuidadores de idosos
  • Cuidadores de pessoas com deficiência
  • Serventes
  • Trabalhadores agropecuários e florestais
  • Pescadores
  • Contínuos
  • Mensageiros
  • Trabalhadores de serviços de limpeza e conservação
  • Trabalhadores de serviços de manutenção de áreas verdes e de logradouros públicos
  • Auxiliares de serviços gerais de escritório
  • Empregados não especializados do comércio, da indústria e de serviços administrativos
  • Cumins
  • Barboys
  • Lavadeiros
  • Ascensoristas
  • Motoboys
  • Trabalhadores de movimentação e manipulação de mercadorias e materiais
  • Trabalhadores não especializados de minas e pedreiras
  • Operadores de máquinas e implementos agrícolas e florestais
  • Operadores de máquinas da construção civil
  • Operadores de máquinas de mineração
  • Operadores de máquinas de cortar e lavrar madeira
  • Classificadores de correspondência e carteiros
  • Tintureirs
  • Barbeiros
  • Cabeleireiros
  • Manicures e pedicures
  • Dedetizadores
  • Vendedores
  • Trabalhadores de costura
  • Estofadores
  • Pedreiros
  • Trabalhadores de preparação de alimentos e bebidas
  • Trabalhadores de fabricação e confecção de papel e papelão
  • Trabalhadores em serviços de proteção e segurança pessoal e patrimonial
  • Trabalhadores de serviços de turismo e hospedagem
  • Garçons
  • Cobradores de transportes coletivos
  • Barmen
  • Pintores
  • Encanadores
  • Soldadores
  • Chapeadores
  • Montadores de estruturas metálicas
  • Vidreiros
  • Ceramistas
  • Fiandeiros
  • Tecelões
  • Tingidores
  • Trabalhadores de curtimento
  • Joalheiros
  • Ourives
  • Operadores de máquinas de escritório
  • Datilógrafos
  • Digitadores
  • Telefonistas
  • Operadores de telefone e de telemarketing
  • Atendentes e comissários de serviços de transporte de passageiros
  • Trabalhadores de redes de energia e de telecomunicações
  • Mestres e contramestres
  • Marceneiros
  • Trabalhadores em usinagem de metais
  • Ajustadores mecânicos
  • Montadores de máquinas
  • Operadores de instalações de processamento químico
  • Supervisores de produção e manutenção industrial
  • Administradores agropecuários e florestais
  • Trabalhadores de serviços de higiene e saúde
  • Chefes de serviços de transportes e de comunicações
  • Supervisores de compras e de vendas
  • Agentes técnicos em vendas
  • Representantes comerciais
  • Operadores de estação de rádio
  • Operadores de estação de televisão
  • Operadores de equipamentos de sonorização
  • Operadores de projeção cinematográfica

Em delaração sobre a medida, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) destacou que o aumento visa garantir uma melhor qualidade de vida aos trabalhadores paulistas, especialmente àqueles que estão em setores com baixa organização sindical.

Comparativo salarial de São Paulo com outros estados brasileiros

Apesar do aumento, o salário mínimo de São Paulo ainda não é o mais alto entre os estados brasileiros. Estados como Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina possuem pisos regionais superiores, com valores variando entre R$ 1.978 e R$ 2.275. 

Essa medida pode ter um efeito positivo ao reduzir as desigualdades salariais e estimular o consumo interno. “Esse aumento é importante para trabalhadores que estavam à margem de um salário digno“, comentou a deputada estadual Andréa Werner (PSB), que foi responsável pela inclusão de cuidadores de pessoas com deficiência na lista de beneficiados pelo piso salarial paulista.

Resumindo

Quem tem direito ao salário mínimo paulista?

O salário mínimo paulista é destinado a trabalhadores de 76 categorias profissionais que não possuem piso salarial definido por convenção ou acordo coletivo. Isso inclui áreas como serviços gerais, comércio, indústria e atividades operacionais.

Qual o valor do salário mínimo paulista para empregada doméstica?

O valor do salário mínimo paulista para a empregada doméstica é de R$ 1.804, assim como para outras categorias profissionais que não têm piso definido por acordo coletivo ou convenção.

Qual é o valor do salário mínimo Paulista em 2025?

Em 2025, o salário mínimo paulista foi reajustado para R$ 1.804, o que representa um aumento de 10% em relação ao ano anterior.

Quando entra em vigor o novo salário mínimo paulista?

O novo salário mínimo paulista entrou em vigor no dia 1º de julho de 2025, conforme a aprovação da Lei 18.153/2025 pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Crédito de imagem: Envato Elements