Variação do dólar: entenda o que faz a moeda subir e cair

Você sabe como funciona a variação do dólar? A taxa de câmbio sofre interferência de diferentes motivos. Entender esses aspectos ajuda a definir os melhores investimentos.

A variação do dólar sofre interferências de diferentes fatores. Os impactos são sentidos no poder de compra, na balança comercial e até nos investimentos.

Você sabe como funciona a variação do dólar? A taxa de câmbio sofre interferência de diferentes motivos. Entender esses aspectos ajuda a definir os melhores investimentos.

Todos os dias é possível acompanhar a variação do dólar. Enquanto o pregão eletrônico da bolsa de valores brasileira — a B3 — está em funcionamento, o mercado financeiro se renova e o preço da moeda americana pode subir ou cair. Nesse cenário, a pergunta necessária é — o que leva a essas oscilações?

A resposta passa por múltiplos fatores. Para entendê-los, é preciso conhecer um pouco mais sobre a volatilidade do câmbio. É o que vamos explicar neste artigo. Afinal, a variação do dólar interfere nas suas compras nacionais e internacionais, bem como em transferências para o exterior.

Então, que tal entender mais sobre esse aspecto do mercado? Continue lendo!

O poder de influência do dólar

Os Estados Unidos são a economia mais forte do mundo. Por isso, o dólar é a moeda mais relevante e é utilizada como base para a maioria das operações comerciais, por exemplo, aquelas realizadas no âmbito do comércio exterior.

Esse critério já evidencia que a moeda americana interfere em vários aspectos do dia a dia dos brasileiros. É o caso do impacto no poder de compra do brasileiro, já que os produtos importados ficam mais caros.

Da mesma forma, commodities e matérias-primas também têm seu preço aumentado. Como é preciso pagar mais para ter acesso a eles, o valor cobrado pelo item final também se eleva. Esse aspecto é verificado todos os dias no mercado.

No entanto, ainda existem outros impactos da variação do dólar. Um deles é a balança comercial. Uma taxa de câmbio baixa afeta as exportações de produtos e os insumos nacionais. A alta interfere nas importações.

De maneira indireta, o sobe e desce da moeda americana também influencia os empregos e os salários de diferentes setores. Quando o dólar está valorizado, as indústrias brasileiras ganham mais. Elas produzem em reais, mas vendem em dólar. Portanto, aumentam sua receita.

Alguns exemplos de empresas enquadradas nesse cenário são as exportadoras de soja, carne, laranja, celulose e papel. Elas costumam exportar para atender à demanda externa. A alta do dólar também favorece o turismo nacional.

Por outro lado, prejudica as exportações e traz dificuldades significativas ao bolso do brasileiro, como ocorre com os combustíveis. Por esses motivos, atentar à variação do dólar de forma diária é fundamental para descobrir o melhor momento de comprar, vender e até de fazer investimentos.

Os tipos de dólar

Existem três tipos de dólar existentes. Eles são:

Turismo

É a moeda utilizada para viagens ou compras no exterior. É adquirido na casa de câmbio. Tem aplicação de juros. Por isso, é mais caro que a outra alternativa oficial. Ainda sofre incidência de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e custos logísticos. Assim, o valor varia de acordo com o estabelecimento em que a operação será realizada.

Comercial

Considerado a cotação real, é aquela usada como base para as operações comerciais, como as de exportação e importação. É utilizado para outras movimentações, como empréstimos de brasileiros em outros países. Essas transações são registradas no Banco Central.

Paralelo

É a única modalidade não oficial. Foi utilizada no passado, mas atualmente é ilegal. Sua aplicação é realizada apenas por doleiros e casas de câmbio sem autorização do Banco Central. Por suas características, é o mais caro e sempre deve ser evitado.

O processo de cotação do dólar

A oscilação das moedas depende da taxa de câmbio. Ela é formada pela relação entre as economias dos países. No caso do dólar, mostra quantos reais são necessários para adquirir um da moeda americana.

O Banco Central divulga todos os dias esse indicador. De modo geral, ela varia de acordo com a lei da oferta e da demanda, porque o governo opta por interferir apenas quando necessário. Esse é o chamado câmbio flutuante.

No entanto, é possível interferência do Banco Central em algumas situações — por meio da compra ou da venda de dólares no mercado —, a taxa é considerada “suja”. 

Os fatores que geram a variação do dólar

O preço da moeda americana sofre influência de diferentes aspectos. Confira alguns dos principais.

Turismo internacional

As viagens aos Estados Unidos e a outros países exigem compras de dólares para os gastos durante o passeio. Portanto, quanto mais pessoas forem para o exterior, mais aumenta a demanda e a cotação da moeda. Por sua vez, se o turismo nacional estiver aquecido, a relação é inversa.

Taxa de juros

Os países têm suas diferentes taxas de juros e isso também interfere na variação do dólar. Se ela aumenta no Brasil, os investidores estrangeiros se interessam mais pelo potencial aumento de rendimento. Com isso, o real se valoriza. O contrário também é válido.

Saldo da balança comercial

O superávit e o déficit da balança comercial são outros fatores importantes. Se as exportações aumentam, as indústrias brasileiras recebem na moeda americana e a demanda diminui. Por outro lado, na importação ocorre o contrário, porque os fornecedores recebem em dólar.

Assim, o saldo da balança comercial impacta a variação do dólar. Se houver superávit, significa que o Brasil vendeu mais do que comprou. No caso de déficit, o país adquiriu mais do que comercializou.

Crises internas e mudanças

As crises financeiras, sanitárias e políticas impactam o retorno dos investimentos. Esses fatores aumentam o risco país, o que torna as aplicações financeiras nacionais menos atrativas. Nesse caso, a tendência é de haver:

  1. venda de ações;
  2. conversão de dinheiro em dólar;
  3. retirada de aplicações;
  4. realocação de valores em produtos mais estáveis, como ouro e a própria moeda americana.

Esse aspecto também se refere à economia dos Estados Unidos e do mundo. Uma situação como os conflitos comerciais entre EUA e China afetam diferentes países, inclusive o Brasil. Isso acontece devido ao ânimo dos investidores, que é afetado.

Reservas cambiais

A reserva cambial representa a quantia de moeda estrangeira e ouro acumulada por determinado país. Esse fator é fundamental para as negociações internacionais. Se ocorrer queda, terá uma valorização do dólar.

Os efeitos do aumento do dólar nos investimentos e no comércio

Em 2020, a variação do dólar está pendendo para a valorização da moeda americana.  Em maio, por exemplo, a cotação chegou a bater quase R$ 6 em determinados momentos do dia. Na prática, isso significa que o preço de produtos e serviços, assim como o rendimento das aplicações financeiras são afetados.

Para entender melhor, basta ver o caso do trigo. Para ter uma ideia, o Brasil importa mais de 70% dessa commodity da Argentina. Isso porque, todos os anos, consome 11 milhões de toneladas, mas produz cerca de 5,4 milhões de toneladas.

Com isso, o aumento do preço de importação faz elevar o preço de todos os produtos à base de trigo, como bolos, pães, pizzas, macarrão, bolachas e massas em geral.

Por outro lado, se a cotação for favorável à exportação, o mercado nacional pode ser afetado pela escassez de produtos. Isso já aconteceu com a carne brasileira, que vai para China e países árabes, entre outros.

No caso dos investimentos, a variação do dólar melhora ou piora determinadas aplicações financeiras. Por exemplo, quando o dólar cai, a inflação tende a ficar controlada e isso impacta a renda fixa, especialmente os títulos atrelados ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Ao mesmo tempo, quando a variação do dólar ocorre, o Ibovespa também muda de forma inversa, geralmente. Os fundos cambiais, porém, são os que sofrem uma oscilação maior. Eles estão atrelados à oscilação das moedas. Portanto, sofrem os efeitos da valorização ou da desvalorização do real.

Da mesma forma, a variação do dólar interfere no momento em que você realiza uma transferência internacional. Além de escolher uma plataforma que trabalhe com dólar comercial, em vez de turismo, é preciso considerar os custos da operação.

Nesse processo, a Remessa Online é uma alternativa viável. Além de trabalhar com a taxa de câmbio real, você envia dinheiro aos Estados Unidos com custo de apenas 1,3% e no prazo de 1 dia útil.

Com essas informações, fica claro que a variação do dólar interfere muito no dia a dia dos brasileiros. Além disso, vários fatores fazem a moeda subir e cair — e entendê-los é uma maneira de aproveitar as oportunidades existentes. Assim, é possível fazer boas aplicações financeiras e saber o melhor momento para realizar operações internacionais.

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Resumindo

Qual é a cotação do dólar comercial hoje?

O valor do câmbio muda várias vezes ao dia. Para acompanhar, é preciso acessar sites especializados em economia ou a página do Banco Central.

Por que o dólar varia tanto?

Vários fatores interferem na cotação, como o saldo da balança comercial, o turismo internacional, reservas cambiais e crises financeiras, políticas e sanitárias.