Como investir no exterior: passo a passo para investir do Brasil

Veja como investir no exterior, quais os tipos de investimentos possíveis, os documentos necessários e muito mais.

Saber como investir no exterior pode trazer vantagens financeiras
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Quando os mercados locais enfrentam instabilidade ou limitação de oportunidades, saber como investir no exterior pode abrir caminhos para maior diversificação, acesso a ativos globais e proteção contra riscos domésticos. 

Para investidores baseados no Brasil, ou brasileiros com interesse internacional, existe um conjunto de etapas, requisitos e custos a considerar antes de colocar capital fora do país. 

Entenda o que significa investimento no exterior, como ele funciona, o passo a passo para investir vivendo no Brasil e quais custos estão envolvidos. Continue a leitura!

O que é investimento no exterior?

Investimento no exterior refere-se à alocação de capital em mercados, ativos ou instrumentos financeiros localizados fora do país de residência do investidor. 

No contexto brasileiro, isso pode incluir aquisição de ações estrangeiras, cotas de fundos internacionais, ETFs, REITs, títulos de dívida emitidos por governos estrangeiros, entre outras opções. 

A motivação inclui exposição a economias desenvolvidas, acesso a empresas globais, hedge cambial ou simplesmente diversificação geográfica.

Como funciona o investimento no exterior?

Primeiro, é necessário escolher o veículo de investimento: por exemplo, uma corretora internacional que aceite brasileiros ou um fundo que invista globalmente. 

Em segundo lugar, é preciso realizar a transferência de recursos (geralmente via câmbio ou corretora doméstica) para a conta no exterior, momento sujeito a IOF, câmbio, limites de envio e compliance.

A partir daí, o investidor seleciona o ativo internacional, que pode ter regras diferentes de liquidez, impostos ou condições de custódia.

Além disso, o regulador brasileiro pode exigir registro ou declaração para valores enviados ao exterior, e a retificação desses fluxos deve obedecer normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou do Banco Central do Brasil (BACEN) dependendo da natureza do investimento.

Quais são os tipos de investimentos no exterior?

Investir no exterior oferece diversas opções, podendo ser agrupadas em renda fixa, renda variável e investimentos alternativos. As principais categorias incluem ações de empresas estrangeiras, títulos de dívida (bonds), ETFs (fundos negociados em bolsa), REITs (fundos imobiliários), fundos de investimento internacionais, e BDRs (Brazilian Depositary Receipts). 

Tipos de investimentos no exterior:

1. Ações internacionais (Stocks)

Quem não sabe como investir no exterior pode se beneficiar de Stocks: investir diretamente em ações de empresas listadas em bolsas estrangeiras, como Apple, Google e Tesla, é uma excelente forma de acesso a empresas líderes globais. 

Você pode adquirir essas ações por meio de corretoras internacionais como a Avenue, ou então por meio de BDRs no Brasil, que representam essas ações na Bolsa Brasileira.

2. Exchange Traded Funds (ETFs)

Os ETFs são fundos que replicam índices de mercado, como o S&P 500 ou Nasdaq. Eles oferecem uma maneira de diversificar seu portfólio com baixo custo, investindo em várias empresas ao mesmo tempo. 

Os ETFs podem ser comprados diretamente no exterior ou, no Brasil, por meio de BDRs de ETFs disponíveis na B3.

3. Fundos de investimento internacionais

Esses fundos são geridos por instituições financeiras e investem em ativos globais, incluindo mercados dos Estados Unidos, Europa e Ásia

Alguns desses fundos estão disponíveis em corretoras brasileiras, permitindo que investidores brasileiros tenham acesso a mercados internacionais sem a necessidade de abrir conta fora do país.

4. Renda fixa internacional

A renda fixa internacional envolve a compra de títulos como os Treasury Bonds dos Estados Unidos, títulos corporativos (Corporate Bonds) e Certificados de Depósito (CDs). Essas opções são ideais para investidores que buscam segurança e previsibilidade no retorno, sendo investimentos estáveis e de baixo risco.

5. Real Estate Investment Trusts (REITs)

O REIT atrai a atenção de quem quer aprender sobre como investir no exterior, pois são fundos imobiliários dos Estados Unidos que investem em imóveis comerciais, residenciais ou industriais. Eles funcionam de forma similar aos FIIs no Brasil, mas com a vantagem de proporcionar exposição ao mercado imobiliário global.

6. Brazilian Depositary Receipts (BDRs)

Quem quer saber como investir no exterior precisa conhecer os BDRs, que são recibos de ações de empresas estrangeiras que podem ser negociados na Bolsa de Valores Brasileira (B3)

Eles oferecem uma forma acessível de investir em empresas globais sem sair do Brasil, com a vantagem de ser negociados em reais e com liquidez local.

7. Criptomoedas

Investir em criptomoedas, como Bitcoin, Ethereum e stablecoins, tem ganhado popularidade. Elas podem ser compradas por meio de corretoras internacionais ou, em alguns casos, por corretoras nacionais que oferecem acesso global. 

As criptomoedas são uma alternativa de investimento digital e descentralizada, com alto potencial de valorização e risco.

8. Imóveis no exterior

A compra direta de imóveis em mercados internacionais como EUA, Portugal ou Espanha é uma estratégia para diversificação, gerando renda em moeda forte. Embora exija um capital considerável e o conhecimento das regras locais, esse tipo de investimento pode oferecer estabilidade e segurança ao longo do tempo.

9. Private equity e venture capital

Investir em empresas privadas ou startups no exterior por meio de fundos especializados é uma maneira de acessar oportunidades de alto crescimento. Esses investimentos são geralmente voltados para investidores qualificados e oferecem alto risco, mas com o potencial de altos retornos.

10. Contas remuneradas e bancos digitais internacionais

Manter uma conta remunerada em bancos digitais internacionais pode ser uma opção prática para investidores que buscam ganhar rendimentos sobre o saldo em dólar ou outras moedas fortes. Essas contas permitem acessar mercados globais com facilidade, sem sair do Brasil, e são uma maneira de aumentar o retorno do seu capital de forma simples e segura.

Como investir no exterior morando no Brasil? Passo a passo

1. Definir objetivos e perfil de risco

Antes de enviar recursos para o exterior, é fundamental entender qual é o objetivo (crescimento de capital, hedge cambial, geração de renda, diversificação) e o nível de risco aceito. Investimentos internacionais tendem a ter volatilidade diferente dos mercados brasileiros.

2. Selecionar corretora ou plataforma internacional adequada

Pesquise corretoras que aceitem investidores residentes no Brasil, avalie taxas, requisitos de abertura de conta, custódia, regulamento vigente e suporte em português. Verifique também se a plataforma permite operações em reais ou requer conversão prévia para dólar.

3. Realizar a remessa de recursos ao exterior

Envie os recursos via câmbio legalizado, observando taxas de câmbio, IOF incidente (geralmente 1,1% para envio ao exterior) e limites de envio. Mantenha comprovantes e registre o envio se exigido por normativas brasileiras.

4. Escolher o ativo no exterior e alocar o capital

Com a conta aberta e os recursos disponíveis, escolha entre ações, ETFs, fundos, REITs, títulos, etc. Analise o mercado externo, correlação com Brasil e efeitos cambiais antes de alocar.

5. Monitorar câmbio, retorno e impostos

Acompanhe o desempenho dos ativos, a evolução do dólar ou da moeda de investimento e o impacto desses fatores na rentabilidade. Prepare-se para declarar doações, rendimentos ou ganhos de capital no Brasil, conforme legislação.

6. Declarar investimentos no exterior e recolher impostos quando necessário

Certifique-se de registrar os investimentos no exterior na declaração anual de imposto de renda, cumprir obrigações de ganhos de capital, dividendos ou juros recebidos, conforme as normas brasileiras.

Quanto custa investir fora do Brasil?

  • Taxa de câmbio: a conversão de reais para outras moedas, como o dólar, pode envolver um spread de compra e venda e outras tarifas cobradas pela corretora;
  • IOF: o imposto incide sobre a conversão de moeda e as transferências internacionais, com alíquota de 1,1% para contas com o mesmo titular e 0,38% para transferências entre CPFs diferentes;
  • Taxas de corretagem: variam conforme a corretora e o volume da operação. Podem ser fixas ou uma porcentagem sobre o valor da transação;
  • Custos de transferência: se for necessário transferir recursos para uma conta no exterior, há custos como tarifas bancárias e de envio;
  • Impostos sobre ganhos: os lucros obtidos com investimentos no exterior são sujeitos à tributação no Brasil, com alíquota de 15% sobre ganhos superiores a R$ 20.000,00.

Exemplo de quanto gastaria ao investir em ações nos EUA

Suponha que você queira aplicar US$ 5.000 por meio de uma corretora internacional. Veja os custos envolvidos:

  • Cotação do dólar comercial: R$ 5,00 (hipotético)
  • Valor base em reais: R$ 25.000

1. IOF (Imposto sobre Operações Financeiras)

  • Alíquota: 1,1% (para envio entre contas de mesma titularidade)
  • Custo: R$ 275,00

2. Spread cambial da corretora

  • Varia entre 1% e 3% sobre o câmbio. Vamos considerar 2%.
  • Custo: R$ 500,00

3. Valor efetivo total (VET)

  • Soma do valor base + IOF + spread
  • Total: R$ 25.775,00

4. Taxas da corretora

  • Algumas corretoras isentam taxas de corretagem e custódia.
  • Neste exemplo, vamos considerar corretagem zero e custódia gratuita.

Resultado do investimento em ação no exterior

Para investir US$ 5.000, você precisaria desembolsar aproximadamente R$ 25.775,00, considerando IOF e spread. Esse valor pode variar conforme a cotação do dólar e a instituição escolhida.

Por que investir no exterior?

  • Diversificação geográfica: reduz a dependência de um único mercado e seus riscos associados;
  • Investir no exterior possibilita acesso a moedas fortes: protege seu patrimônio com moedas mais estáveis, como o dólar ou o euro;
  • Oportunidades de crescimento: acesso a setores inovadores e empresas líderes globais;
  • Potencial de maiores retornos: maior rentabilidade ao investir em mercados com maior valorização;
  • Proteção contra a inflação: aumenta o poder de compra em momentos de alta inflação no Brasil.

Qual a melhor corretora para investir no exterior?

Inter

O Inter é conhecido pelo seu custo-benefício e pela acessibilidade de seus serviços. Ele oferece investimentos nas bolsas americanas e permite movimentações com taxas de câmbio competitivas, além de não cobrar corretagem. 

O depósito mínimo é apenas de US$ 1, e a corretora oferece remessas sem custo. Contudo, o acesso é restrito ao mercado americano e as movimentações são feitas somente em dólares, o que pode ser um impeditivo para quem busca diversificação geográfica.

Avenue

A Avenue é ideal para investidores que buscam uma plataforma completa, com investimentos em ações nas bolsas americanas e fundos de renda fixa, criptomoedas e outras opções. A corretora tem o diferencial de oferecer 3 corretagens grátis por mês, mas o spread cambial pode ser um pouco elevado. 

O depósito mínimo de R$ 200 e a taxa de corretagem que varia de US$ 2,50 a US$ 7,50 tornam a Avenue uma opção interessante, especialmente para quem busca um serviço completo e assessoria personalizada.

BTG Pactual

Para clientes do BTG, essa corretora oferece uma excelente opção para investir no mercado americano. Além de um bom serviço de assessoria, o BTG oferece remessas sem custo e isenção de depósito entre contas BTG. 

O ponto negativo fica por conta da taxa de manutenção de US$ 1 por mês, que é isenta apenas quando o investidor atinge um determinado valor de investimentos. 

A corretora é bastante confiável, mas seu acesso limitado a clientes BTG pode ser um fator de restrição.

XP Investimentos

A XP é uma corretora tradicional, confiável e conhecida por sua grande base de clientes no Brasil. Ela oferece uma ampla gama de produtos de investimento, incluindo ações, ETFs, e bonds das bolsas americanas. 

A XP tem taxas de corretagem entre US$ 1 e US$ 8,60 e oferece suporte em português, mas cobra um spread cambial elevado e exige um depósito mínimo de R$ 500. Para investidores de alta renda, a XP é uma das melhores opções, mas seu custo mais alto pode ser um obstáculo para investidores iniciantes.

Vest

A Vest é uma corretora simplificada, ideal para quem busca uma plataforma de fácil utilização. Ela oferece investimentos nas bolsas americanas com corretagem isenta e um depósito mínimo baixo de apenas R$ 10. 

A corretora cobra uma taxa de manutenção trimestral de US$ 5, mas seus custos de transação são baixos, e o suporte em português é um bom diferencial. Contudo, o aplicativo da Vest possui algumas limitações em termos de funcionalidade e a experiência de usuário pode ser melhorada.

C6 Bank

O C6 Bank é uma boa opção para quem busca movimentar dólar e euro com custos de câmbio reduzidos. Ele oferece investimentos nas bolsas americanas e conta com saques gratuitos nas redes Chase e Cirrus. 

No entanto, as taxas de corretagem podem ser um pouco altas, variando de US$ 0,25 a US$ 5. O C6 exige um depósito mínimo de US$ 100 e, apesar de ser uma corretora sólida, tem uma reputação comparativamente baixa e acesso limitado ao mercado dos EUA.

Interactive Brokers

Ideal para investidores mais experientes, a Interactive Brokers oferece acesso a mercados globais e uma variedade de produtos financeiros, como ações, ETFs, opções e criptomoedas. A corretora oferece planos Lite e Pro, com corretagem isenta no plano Lite para ações e opções. 

A grande vantagem é o acesso a mercados internacionais, mas o suporte em português não está disponível, e a plataforma pode ser difícil para iniciantes. Além disso, a corretora não presta serviços para residentes no Brasil.

Charles Schwab

A Charles Schwab é uma corretora premiada, amplamente reconhecida pelos investidores estrangeiros. Ela oferece corretagem isenta para ações e ETFs, mas cobra taxas mais altas para outros ativos. A plataforma é voltada para residentes no exterior e possui uma vasta gama de serviços. 

Embora a corretora seja muito respeitada, o suporte em inglês e a dificuldade de uso para iniciantes no mercado internacional são desvantagens a serem consideradas.

Vantagens e desvantagens de investir no exterior

Vantagens de investir no exterior

1. Diversificar a carteira para reduzir dependência de um só mercado

Investir em ativos internacionais permite diversificar a sua carteira, o que reduz o risco total do portfólio. Isso acontece porque as economias globais não seguem o mesmo ritmo: enquanto o Brasil pode estar enfrentando uma recessão, países como os EUA ou as economias da Europa podem estar em crescimento. 

Diversificando entre diferentes países e setores, você reduz a exposição a riscos específicos de um único mercado e torna sua carteira mais resiliente.

2. Obter potencial de retorno mais elevado em economias aceleradas

Os mercados internacionais, especialmente as bolsas de valores dos Estados Unidos, têm um histórico de desempenho consistente. Empresas líderes globais, como Apple, Google e Amazon, estão entre as que mais impulsionam a valorização das bolsas. 

Embora retornos passados não garantam resultados futuros, investir no exterior oferece uma oportunidade de crescimento de longo prazo em setores inovadores.

3. Acessar mercados globais com empresas que não estão disponíveis localmente

Investir no exterior proporciona acesso direto a empresas líderes mundiais e setores emergentes. Isso inclui as grandes empresas de tecnologia e setores em crescimento como saúde, energia limpa, e inteligência artificial, que podem não estar tão acessíveis no mercado brasileiro.

4. Proteger o patrimônio contra a desvalorização da moeda doméstica

Manter parte do seu patrimônio em moedas fortes, como o dólar, pode ser uma forma eficaz de proteção contra a desvalorização da moeda local, especialmente em períodos de crise econômica no Brasil. 

A variação cambial pode beneficiar seus investimentos ao converter ativos internacionais de volta para reais em um momento de desvalorização do real, preservando o poder de compra do seu capital ao longo do tempo.

Riscos de investir no exterior

1. Exposição ao risco cambial devido à oscilação entre moedas

O risco cambial é um dos maiores desafios ao investir no exterior, já que o valor do retorno em reais pode ser influenciado pelas flutuações da moeda. Se o dólar ou outra moeda estrangeira se valoriza em relação ao real, o valor do seu investimento aumenta ao ser convertido de volta para a moeda local. 

No entanto, se a moeda estrangeira se desvaloriza, o ganho pode ser neutralizado ou até virar prejuízo. Esse risco tende a se diluir no longo prazo, mas deve ser considerado dependendo do seu horizonte de investimento.

2. Enfrentar risco de mercado em jurisdições com liquidez menor ou volatilidade alta

Assim como o mercado brasileiro, o mercado internacional também está sujeito à volatilidade. Fatores como crises econômicas, mudanças nas políticas fiscais, decisões de bancos centrais e eventos geopolíticos podem afetar os preços de ativos como ações e ETFs. 

Para reduzir o impacto dessas oscilações, diversificar sua carteira entre diferentes classes de ativos, setores e regiões é uma estratégia essencial para mitigar os riscos.

3. Lidar com risco político e regulatório ao investir em países com instabilidade institucional

Investir no exterior também envolve o risco de mudanças nas políticas fiscais, monetárias, regulatórias e comerciais de outros países. Alterações nessas áreas, como a imposição de novos impostos sobre dividendos ou restrições ao investimento estrangeiro, podem afetar o retorno de seus ativos. 

Por isso, é importante acompanhar o cenário político dos países em que você investe e contar com uma corretora confiável que forneça informações atualizadas sobre mudanças regulatórias.

Quais os documentos necessários para investir no exterior?

  1. Documento de identidade oficial com foto (RG ou CNH) ou passaporte válido;
  2. CPF ativo e situação fiscal regular junto à Receita Federal;
  3. Comprovante de residência recente (até 90 dias);
  4. Dados da conta doméstica ou forma de transferência de recursos cadastrada;
  5. Na corretora internacional: contrato de abertura de conta, preenchimento de “know your customer” (KYC) e envio de documentos para validação de identidade;
  6. Comprovantes do envio de recursos e possível declaração de câmbio, conforme exigência da legislação brasileira;
  7. Se aplicável, registro no sistema RDE-IED do Banco Central ou notificação à CVM, caso o investimento envolva participação societária em empresa estrangeira.

Quais os cuidados para investir no exterior?

Verificar a regulamentação e reputação da corretora escolhida

Não basta avaliar taxas: é essencial confirmar se a corretora ou plataforma atua sob regulação reconhecida (por exemplo, SEC nos EUA, FCA no Reino Unido) e que oferece proteção ao investidor.

Entender o impacto cambial e a volatilidade da moeda

Mesmo que o investimento renda em dólar, se o real se valorizar frente ao dólar o retorno em reais pode ser menor ou até negativo. A oscilação cambial é um risco que deve ser levado em conta.

Avaliar custos ocultos de tarifa, custódia e conversão

Algumas corretoras aplicam spread elevado em câmbio, cobram taxas de custódia ou exigem saldo mínimo. Esses custos reduzem a rentabilidade e devem estar claros antes da adesão.

Considerar tributação brasileira e obrigações fiscais internacionais

Rendimentos, dividendos ou ganhos pagos no exterior devem ser declarados no Brasil. Multas e penalidades por omissão são possíveis. Consultar contador especializado ajuda na conformidade.

Atenção à liquidez, fusões e alterações regulatórias no país do investimento

Alguns mercados estrangeiros têm menor liquidez ou apresentam riscos regulatórios maiores (ex: países emergentes). Avaliar o ambiente legal, tipo de custódia e possibilidade de resgate ajuda a prevenir surpresas.

É possível investir no exterior com pouco dinheiro?

Sim, é totalmente possível investir no exterior com pouco dinheiro e hoje isso está mais acessível do que nunca para brasileiros. Com R$ 50, é possível adquirir BDRs na B3, como a Alphabet da Google.

Quanto é preciso para investir no exterior?

Não existe um valor mínimo fixo para investir no exterior, tudo depende da modalidade escolhida e da plataforma utilizada. 

É possível começar com valores bastante acessíveis:

  • BDRs (na B3): a partir de R$ 50 a R$ 100, você já consegue investir em recibos de ações estrangeiras sem sair do Brasil;
  • Corretoras internacionais (como Avenue, Nomad, Passfolio): geralmente exigem remessas mínimas entre US$ 100 e US$ 200, o que equivale a cerca de R$ 500 a R$ 1.000, dependendo da cotação do dólar;
  • ETFs e ações nos EUA: algumas corretoras permitem comprar frações de ações a partir de US$ 1, mas o valor mínimo para envio de recursos ainda se aplica.

Qual é o melhor país para investir?

Os Estados Unidos continuam sendo o país mais atrativo para investidores estrangeiros, conforme a pesquisa Índice de Confiança do Investimento Estrangeiro Direto Kearney® 2025: Mundo em Inflexão. Pelo 13º ano consecutivo, lideram o ranking, impulsionados pela força da inovação tecnológica e pelo sólido desempenho econômico.

Segundo o levantamento, 45% dos investidores citaram a inovação como principal atrativo, e 40% destacaram o crescimento econômico. Os EUA seguem entre as três principais economias no Índice Global de Inovação da OMPI e devem crescer 2,0% em 2025 — o ritmo mais acelerado entre os países do G7.

Principais países para investir em 2025, segundo o índice da Kearney:

  1. Estados Unidos: Destaques para inovação tecnológica, economia robusta e liderança em crescimento no G7;
  2. Canadá: Atrai investidores pela excelente infraestrutura e estabilidade. Destaque para o plano de investimento de US$ 180 bilhões em obras públicas e a liderança em energia limpa;
  3. Reino Unido: Reconhecido por sua base tecnológica avançada e desempenho econômico resiliente mesmo após o Brexit;
  4. Japão: Inovação contínua, especialmente em tecnologia e robótica, além de forte crescimento salarial no setor privado;
  5. Alemanha: Combinação de inovação industrial e solidez econômica, sendo a maior economia da Europa;
  6. China (incluindo Hong Kong): Apesar da queda em relação ao ano anterior (3º), continua sendo uma potência industrial, embora enfrente incertezas imobiliárias e comerciais;
  7. França: Economia diversificada, incentivo à inovação e papel importante no setor de energia e mobilidade;
  8. Itália: Melhora de percepção global com avanços econômicos e abertura a investimentos externos;
  9. Emirados Árabes Unidos: Atrai capital estrangeiro com ambiente regulatório favorável, visão estratégica e inovação no setor energético;
  10. Austrália: Combinação de estabilidade econômica e ambiente regulatório transparente;
  11. Espanha: Atraente pelos setores de turismo, energia renovável e infraestrutura urbana;
  12. Suíça: Centro financeiro global com forte tradição em inovação e tecnologia médica;
  13. Arábia Saudita: Avanços da agenda “Vision 2030” e diversificação econômica além do petróleo;
  14. Coreia do Sul: Reconhecida pela excelência em tecnologia, inovação e setor automobilístico;
  15. Singapura: Hub financeiro asiático com ambiente de negócios transparente e atraente;
  16. Nova Zelândia: Economia estável, qualidade de vida e política fiscal previsível;
  17. Suécia: Liderança em sustentabilidade, inovação digital e energia limpa;
  18. Portugal: Incentivos a startups, turismo em crescimento e programas de residência para investidores;
  19. Noruega: Estabilidade política e liderança em fundos soberanos e energia limpa;
  20. Dinamarca: Inovação verde, governança sólida e ambiente amigável a negócios;
  21. Brasil: Destaque entre emergentes, com oportunidade em infraestrutura, energia e agronegócio;
  22. Bélgica: Forte integração com a União Europeia e presença estratégica para logística;
  23. Taiwan (China): Potência em semicondutores e tecnologia avançada;
  24. Índia: Mercado consumidor em expansão e crescimento acelerado em tecnologia e infraestrutura;
  25. México: Posição estratégica para exportações às Américas e avanços industriais.

Como enviar dinheiro para a corretora no exterior com a Remessa Online?

  • Acesse e se cadastre na plataforma da Remessa Online;
  • com sua conta criada, clique em “Enviar Dinheiro” e informe o destinatário da transferência;
  • selecione a opção “Transferência para uma corretora no exterior” e depois clique em “Próximo”; 
  • informe a corretora que receberá o dinheiro da lista da Remessa Online, ou clique em “Adicionar outra corretora” para cadastrar uma nova;
  • informe seu código identificador na corretora;
  • dê um nome para a sua operação para salvar os dados e, na próxima vez, só procurar as suas histórias no dashboard;
  • confirme a transferência para enviar o pagamento.

A Remessa Online possui uma das menores taxas do mercado. Você consegue até oito vezes mais economia, em relação aos custos com bancos tradicionais, ao enviar ou receber do exterior. 

Agora que você já sabe com investir no exterior, acesse o site da Remessa Online e faça seu cadastro! É rápido, prático e a melhor forma para fazer transações internacionais!

Resumindo

Como investir no exterior morando no Brasil?

– Abra uma conta em uma corretora nacional ou internacional que ofereça acesso a mercados globais;
– Transfira o valor a ser investido para a conta internacional, considerando a conversão de reais para a moeda do país;
– Escolha os ativos em que deseja investir, como ações, ETFs ou fundos internacionais;
– Acompanhe o desempenho dos investimentos e faça ajustes conforme necessário.

Quais são os tipos de investimentos no exterior?

– Ações internacionais
– ETFs (Exchange Traded Funds)
– Fundos de investimento internacionais
– Renda fixa internacional
– REITs (Real Estate Investment Trusts)
– BDRs (Brazilian Depositary Receipts)
– Criptomoedas
– Imóveis no exterior
– Private equity e venture capital
– Contas remuneradas e bancos digitais internacionais

Vale a pena investir no exterior?

Sim, vale a pena investir no exterior, pois proporciona diversificação da carteira, acesso a mercados globais e moedas fortes, como o dólar, o que pode proteger o patrimônio contra a volatilidade econômica brasileira. Além disso, investir em empresas líderes de outros países oferece oportunidades de maior valorização e rendimento.

Crédito de imagem: Envato Elements

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